A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, manifestou hoje a sua expectativa de que os preços dos combustíveis em Portugal possam descer, caso se confirme o acordo de paz entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. Esta declaração surge num momento em que o mercado energético está em constante vigilância devido às tensões no Médio Oriente.
“Se o acordo se concretizar, será uma excelente notícia. Esperamos que os preços dos combustíveis em geral diminuam”, afirmou a ministra. A redução dos preços dos combustíveis é vista como uma medida que pode aliviar a pressão sobre os consumidores e sobre a economia nacional, que tem sentido os efeitos do aumento dos custos energéticos.
Maria da Graça Carvalho destacou que a resolução do conflito poderá eliminar o receio de falhas no fornecimento de petróleo e gás, que têm sido uma preocupação constante em Portugal e noutros países. “Deixa de haver o perigo de alguma falha de fornecimento que era tão receada, o que poderia afetar a nossa economia”, acrescentou.
As expectativas são de que, a partir da próxima semana, os preços dos combustíveis possam efetivamente registar uma descida. “Esperemos que sim”, disse a governante, sublinhando a importância de um mercado energético estável para o desenvolvimento económico.
Neste contexto, a ministra também mencionou que a descida dos preços dos combustíveis poderá permitir ao Governo reduzir os apoios ao consumo de gasóleo em diversos setores. Isso, segundo ela, libertaria o Fundo Ambiental para se concentrar nos seus “principais objetivos” relacionados com a descarbonização e a mitigação dos impactos das alterações climáticas. “Estávamos a utilizar os apoios com bastante cautela, exatamente porque não tínhamos a perspetiva de quando é que estes apoios necessários ao diesel iam acabar”, explicou.
Os mercados já reagiram a estas notícias, com o preço do petróleo a descer mais de 5% e o gás a perder quase 6%. O barril de Brent está a ser negociado a cerca de 83 dólares, enquanto o preço do gás caiu para 44 euros por megawatt-hora. O acordo interino para reabrir o estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo e gás, é um sinal positivo para a estabilidade do mercado.
Os Estados Unidos e o Irão agendaram uma reunião na Suíça para o dia 19 de junho, onde assinarão formalmente o acordo. Embora ainda existam questões a resolver, o presidente norte-americano afirmou nas redes sociais que “o Grande Acordo vai trazer paz e segurança a toda a região”.
A reabertura do estreito de Ormuz é crucial, uma vez que, antes do conflito, esta via marítima era responsável por abastecer cerca de um quinto do petróleo e gás a nível global. Neste momento, cerca de 600 navios aguardam passagem no Golfo Pérsico, o que evidencia a importância desta rota para o comércio energético mundial.
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Fonte: Sapo





