Acordo EUA-Irão promete baixar preços dos combustíveis em Portugal

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, classificou o recente acordo entre os Estados Unidos e o Irão como uma “muito boa notícia”, que poderá contribuir para a redução dos preços dos combustíveis. Em declarações feitas esta segunda-feira, a governante expressou a esperança de que este entendimento leve a uma diminuição geral dos preços dos combustíveis e elimine o risco de falhas no fornecimento.

O acordo, anunciado pelo presidente americano Donald Trump, foca-se na reabertura do Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o transporte de petróleo. Teerão confirmou que o entendimento implica o fim imediato das hostilidades em várias frentes, incluindo o Líbano, e prolonga o cessar-fogo por 60 dias, durante os quais as partes tentarão negociar questões relacionadas com a capacidade nuclear do Irão, com a mediação do Paquistão.

Graça Carvalho sublinhou que, se o acordo se concretizar, espera-se uma descida dos preços dos combustíveis a nível internacional. “A confirmar-se, será uma muito boa notícia. Esperamos que baixe o preço dos combustíveis em geral, que deixe de haver o perigo de alguma falha do fornecimento”, afirmou a ministra. Embora o risco de falhas não seja tão preocupante para Portugal, outros países poderiam ser afetados, o que teria repercussões na economia nacional.

Além disso, a ministra destacou que a redução dos preços dos combustíveis pode permitir uma diminuição gradual dos apoios financeiros atualmente concedidos, especialmente ao gasóleo em vários setores. Esta libertação de recursos seria direcionada para os principais objetivos do Fundo Ambiental, que incluem processos de descarbonização e adaptação às alterações climáticas.

“Estávamos a utilizar o Fundo Ambiental com bastante cautela, exatamente porque não tínhamos a perspetiva de quando é que estes apoios necessários ao diesel e à gasolina iam acabar”, acrescentou Graça Carvalho. A governante acredita que, com a possível descida dos preços dos combustíveis, Portugal poderá finalmente entrar num sistema de normalidade económica, que é essencial para o país.

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“Estamos num momento muito bom da economia, com muitos pedidos de investimento em Portugal, porque temos energia renovável a preço acessível e estamos a investir em combustíveis renováveis”, concluiu. No entanto, alertou que a situação poderia ser perturbada por uma escalada de conflitos ou aumento dos preços dos combustíveis fósseis a nível internacional. Para a ministra, as notícias que chegam do Médio Oriente são positivas, tanto para a economia como para o bem-estar da população.

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Fonte: ECO

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