Portugal vai estabelecer um fundo soberano, que será gerido pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP). Esta iniciativa visa permitir a intervenção do Estado em setores considerados estratégicos, como a energia, a banca, as comunicações e as infraestruturas. A revelação foi feita por Luís Montenegro durante o encerramento do congresso do PSD, realizado em Anadia, no distrito de Aveiro.
No seu discurso, Montenegro fez alusão à recente decisão do Chega de rejeitar alterações à lei laboral, afirmando que o Governo não aceitará medidas que comprometam as pensões atuais e futuras. O líder do PSD destacou que o executivo é reformista e que em breve serão anunciadas várias medidas, sendo o fundo soberano a primeira delas. “Este fundo será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos”, afirmou.
O objetivo do fundo soberano é garantir participações acionistas que sirvam como um veículo de poupança para as gerações futuras, além de afirmar a soberania nacional. Montenegro mencionou que o fundo poderá incluir investimentos em áreas como a energia, mas também na banca, nas comunicações e na gestão de infraestruturas aeroportuárias, caso os concessionários não cumpram as suas obrigações.
Embora o líder do PSD não tenha especificado os detalhes do fundo, como fontes de financiamento ou o valor total, ele indicou que o fundo irá reunir as participações já existentes do Estado, além de outras que sejam consideradas estratégicas e que possam proporcionar retorno financeiro à administração pública.
Esta iniciativa surge num contexto em que a intervenção do Estado em setores chave é vista como uma forma de garantir a estabilidade económica e o desenvolvimento sustentável do país. O fundo soberano poderá, assim, desempenhar um papel crucial na promoção de investimentos que beneficiem a economia nacional.
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Fonte: ECO





