UE reduz importações de energia no 1.º trimestre de 2025

No primeiro trimestre de 2025, a União Europeia (UE) viu uma diminuição significativa nas suas importações de energia, com uma redução de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este declínio ocorre apesar de alguns momentos de aumento de preços, impulsionados pela guerra entre os Estados Unidos e o Iraque, bem como pelo bloqueio do estreito de Ormuz. Contudo, os preços mais baixos registados no início do ano foram suficientes para compensar essas flutuações.

Em termos de petróleo, as importações de energia mantiveram-se estáveis em comparação com a média mensal de 2025. Segundo os dados do Eurostat, o valor das importações de petróleo aumentou ligeiramente em 0,8%, enquanto o volume apresentou uma leve diminuição de 0,6%. Por outro lado, as importações de gás natural liquefeito (GNL) mostraram uma tendência inversa: o valor caiu 8,0%, mas o volume subiu 2,9%.

Além disso, as importações de gás natural em estado gasoso também registaram uma descida, com uma queda de 12,7% em valor e 4,0% em volume. Este panorama reflete uma mudança nas dinâmicas de fornecimento e consumo de energia na UE.

Os Estados Unidos e a Noruega emergem como os principais fornecedores de energia para os 27 Estados-membros da UE. No que diz respeito ao petróleo, os EUA lideram com 17,8% das importações, seguidos pela Noruega com 16,6% e o Cazaquistão com 9,6%. No segmento do gás natural liquefeito, mais de metade das importações, 57,4%, provém dos Estados Unidos, enquanto 17,3% vêm da Rússia e 6,6% do Catar.

No mercado de gás natural em estado gasoso, a Noruega destaca-se como o principal fornecedor, assegurando 54,4% das importações da UE. A Argélia ocupa o segundo lugar com 18,5%, seguida pela Rússia com 9,8%. Este cenário evidencia a crescente dependência da UE em relação a fornecedores externos, especialmente em um contexto geopolítico instável.

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Fonte: Sapo

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