As tempestades que ocorreram no início de 2026 causaram danos significativos a várias empresas em Portugal. Com a chegada do verão e previsões de calor extremo, o risco de incêndios torna-se uma preocupação real. É fundamental que as empresas tenham os seus seguros em dia, especialmente o seguro multirriscos, que deve incluir as coberturas adequadas para fazer face a este tipo de eventualidade.
Em 2025, os setores agrícola, pirotécnico e do turismo foram particularmente afetados, com os incêndios florestais a prejudicarem cerca de 5 mil agricultores, resultando em prejuízos superiores a 30 milhões de euros. Além disso, os 14 mil operadores certificados de pirotecnia estimaram perdas entre 10 e 12 milhões de euros devido ao cancelamento de eventos. Muitas empresas de turismo também enfrentaram cancelamentos de reservas devido à proximidade de incêndios.
Em Portugal, muitas pequenas e médias empresas (PME) operam em edifícios com materiais inflamáveis ou em áreas florestais. Um incêndio pode levar à paragem total ou parcial da atividade, e sem um seguro multirriscos adequado, as consequências financeiras podem ser devastadoras.
Quando falamos do impacto de um incêndio numa PME, as consequências vão além dos danos físicos. A paragem da atividade, a perda de equipamentos e stock, e os danos a clientes ou terceiros são apenas algumas das repercussões. Além disso, os custos de reconstrução podem ser muito superiores ao que os empresários inicialmente estimam, e os danos à reputação podem ter efeitos duradouros.
A questão não é se o risco de incêndio existe, mas se a sua empresa está preparada financeiramente para o enfrentar. Um seguro multirriscos empresarial é o principal instrumento para mitigar este risco. É essencial que as PMEs verifiquem as coberturas do seu seguro, que devem incluir:
– Incêndio, raio e explosão: uma cobertura básica indispensável.
– Danos em equipamentos e stock: muitas apólices têm limites que não refletem o valor real dos ativos.
– Perda de lucros por paragem de atividade: compensa os prejuízos durante o período de recuperação.
– Responsabilidade civil: protege a empresa de indemnizações a terceiros.
– Assistência e reconstrução: cobre os custos de obra e reposição das instalações.
Infelizmente, muitas PMEs têm seguros desatualizados, contratados há anos, com capitais que não refletem o valor real do negócio. É aqui que a análise da situação da empresa se torna crucial para identificar se o seguro atual é adequado ou se é necessário contratar um novo.
A revisão do seguro multirriscos é muitas vezes adiada por falta de tempo ou por não saber por onde começar. Para simplificar o processo, especialistas podem ajudar a analisar as coberturas do seguro atual, identificar lacunas, comparar propostas de várias seguradoras e negociar condições mais vantajosas. Todo este processo pode ser feito de forma clara e gratuita para a empresa.
Agora é a altura certa para agir. Não espere que um incêndio aconteça para perceber que o seu seguro pode não ser suficiente. A prevenção é a melhor forma de proteger o seu negócio. Fale com especialistas em seguros e descubra se a sua empresa está devidamente protegida.
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Fonte: Doutor Finanças





