Com a chegada do verão, muitos portugueses preparam-se para as merecidas férias. No entanto, é crucial garantir que a sua casa esteja segura durante a ausência. De acordo com o Barómetro de Segurança da Verisure 2025, cerca de 27% das ocorrências de intrusões ocorrem entre junho e agosto, um dado que reforça a necessidade de tomar precauções antes de fazer as malas.
Quando uma casa fica desocupada por vários dias, sinais como uma caixa de correio cheia ou estores permanentemente fechados podem facilmente denunciar a ausência dos moradores. Bernardo Maia Ferreira, Diretor de Operações da Verisure em Portugal, alerta para a importância de estar atento a estes detalhes. “Os meses de verão são aqueles em que se registam mais ocorrências. É fundamental estar atento a rotinas e sinais exteriores que possam indicar que a casa está vazia”, afirma.
A prevenção deve começar antes da partida. Fechar portas e janelas de forma adequada é uma das medidas mais eficazes. Além disso, é importante verificar o estado das fechaduras e evitar esconder chaves em locais óbvios, como vasos ou caixas de eletricidade. A presença digital também merece atenção; partilhar fotos ou localizações em tempo real nas redes sociais pode revelar que a casa ficará vazia. Os especialistas recomendam que essas publicações sejam feitas apenas após o regresso.
Criar a perceção de que a casa continua ocupada é uma estratégia eficaz. Programar luzes para acender em horários específicos e manter alguns aparelhos eletrónicos em funcionamento pode ajudar a simular a presença dos moradores. Pedir a amigos ou vizinhos de confiança que recolham o correio ou façam visitas ocasionais à casa também pode ser uma boa ideia, pois a simples presença de alguém pode desencorajar potenciais intrusos.
Além da prevenção de intrusões, a manutenção da casa é igualmente importante. Antes de viajar, verifique as instalações elétricas, de gás e de água, e desligue equipamentos que não precisam estar ligados. Pequenas avarias podem transformar-se em problemas maiores na ausência de alguém para intervir. Objetos de valor, como jóias ou documentos importantes, devem ser guardados em locais seguros, como cofres.
A tecnologia também desempenha um papel fundamental na segurança das habitações. Sistemas de monitorização permanente, que permitem acompanhar a casa remotamente, são uma excelente opção. “Quando combinamos hábitos preventivos com tecnologia de monitorização, conseguimos reduzir significativamente os riscos e garantir a tranquilidade de saber que a casa está protegida”, conclui Bernardo Maia Ferreira.
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Fonte: Sapo





