O Ministério da Educação anunciou que a classificação dos exames nacionais não será concluída esta terça-feira, como inicialmente previsto. Em comunicado, o Governo informou que a avaliação dos exames irá prolongar-se até quarta-feira, com o objetivo de assegurar todas as condições de rigor necessárias ao processo.
Até às 18h30 de terça-feira, 98% das respostas já tinham sido avaliadas. Apesar do atraso, o ministério, liderado por Fernando Alexandre, acredita que existe “margem temporal suficiente” para realizar as etapas necessárias entre o encerramento da classificação e a afixação dos resultados nas escolas, marcada para sexta-feira, dia 17.
As respostas que ainda faltam avaliar estão relacionadas com o “processo de verificação e validação”, onde foram identificadas “falhas de digitalização” e “reclassificações de itens já avaliados”. O ministério também apontou o dedo às escolas, responsabilizando-as pelas “entregas tardias” das provas dos alunos às “forças de segurança para transporte para a INCM”.
Além disso, a nota do ministério transferiu a responsabilidade sobre o cumprimento do prazo para a afixação das pautas para o EduQA, o organismo responsável pela qualidade, inovação curricular e avaliação externa das aprendizagens no sistema educativo português.
Os problemas na classificação digital dos exames têm repercussões no calendário escolar. Em resposta ao adiamento da divulgação das classificações, o Ministério da Educação decidiu alargar em dois dias o prazo para as matrículas dos alunos do 10.º e 12.º ano. A divulgação das notas, que estava prevista para esta terça-feira, foi adiada para sexta-feira devido aos constrangimentos na correção.
Este adiamento surge num contexto de forte pressão política sobre a tutela. Na mesma sexta-feira, Fernando Alexandre será ouvido no Parlamento, num debate de urgência solicitado pelo PCP, que questionará os atrasos e falhas na correção das provas. Luís Montenegro, na segunda-feira, expressou apoio ao ministro da Educação, demonstrando confiança em Fernando Alexandre. O primeiro-ministro também sublinhou que “os ministros estão no Governo para resolver problemas” e garantiu que o Executivo está focado em concluir o processo com rigor.
Leia também: O impacto dos atrasos nas classificações no calendário escolar.
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Fonte: ECO





