O Ministério da Educação e Ciência (MECI) anunciou a implementação de um rigoroso processo de verificação para assegurar que cada exame em papel corresponde ao respetivo ficheiro digitalizado. Esta medida surge após o ministro Fernando Alexandre ter tranquilizado a comunidade educativa, afirmando que 92% dos exames já estavam corrigidos e que a cadência de correção era elevada.
A partir de hoje, o MECI iniciou um processo de controlo de qualidade que visa validar a correspondência entre os exames realizados em papel e os seus ficheiros digitais. O objetivo é garantir que os itens entregues aos professores para correção estão completos e refletem as respostas dos alunos. Este processo abrange as Provas Finais do Ensino Básico, nomeadamente na disciplina de Matemática, e os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário.
O MECI justificou esta verificação com a identificação de problemas como folhas de resposta mal digitalizadas, folhas de enunciado que não foram digitalizadas e até a entrega tardia de algumas provas às autoridades competentes para transporte. Estas situações exigem um rigoroso processo de verificação das provas guardadas na Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM), podendo levar a contactos com as escolas, caso necessário.
Apesar dos inconvenientes causados aos professores, que em alguns casos tiveram de repetir correções já efetuadas, o MECI defende que este procedimento é essencial para garantir a correção de falhas e a fiabilidade da avaliação externa. O ministério sublinha que todas as provas depositadas na INCM estão anonimizadas, o que assegura a integridade do processo de avaliação.
O ministro Fernando Alexandre e o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, estão a acompanhar de perto a monitorização dos processos de verificação na INCM. Este ano, os exames continuam a ser realizados em papel, mas a correção é feita digitalmente através da nova Plataforma de Classificação e Supervisão. Este sistema implica a digitalização dos exames antes de serem distribuídos aos professores para avaliação.
Contudo, o processo não tem estado isento de críticas. Sindicatos e movimentos de professores têm denunciado a situação como um “caos generalizado”, com atrasos e falhas na atribuição de classificadores. A situação levou até à circulação de uma petição que pede a anulação dos exames. A tutela reconheceu que, devido a problemas informáticos, o cronograma de correção teve de ser adiado, com a publicação das notas a ser prorrogada para 17 de julho.
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Fonte: Sapo





