Crescimento da economia chinesa atinge mínimo desde 2022

A economia chinesa registou um crescimento homólogo de apenas 4,3% entre abril e junho de 2023, marcando o ritmo mais lento desde o último trimestre de 2022, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades do país. Este resultado surge após uma expansão de 5% no primeiro trimestre deste ano. Apesar da desaceleração, as exportações mantiveram um desempenho robusto, impulsionadas pelo crescimento da inteligência artificial e pela elevada procura global de veículos elétricos fabricados na China.

As alfândegas chinesas reportaram um aumento de 17,6% nas exportações no primeiro semestre de 2023, em comparação com o mesmo período do ano anterior, com um crescimento ainda mais acentuado de 27% em junho. No entanto, o consumo interno e o investimento continuam a apresentar fraquezas, limitando o impacto positivo das exportações no crescimento da economia chinesa.

Para o ano de 2023, as autoridades chinesas estabeleceram uma meta de crescimento entre 4,5% e 5%, um valor inferior ao crescimento de 5% alcançado em 2022. O Fundo Monetário Internacional (FMI) ajustou recentemente a sua previsão para o crescimento da economia chinesa, aumentando-a em 0,2 pontos percentuais para 4,6%. Contudo, a expectativa é de uma desaceleração para 4,1% em 2024.

Economistas têm alertado que o modelo de crescimento da economia chinesa se tornou cada vez mais desequilibrado. O forte apoio estatal e o investimento privado concentram-se em setores estratégicos, como a inteligência artificial, semicondutores e robótica, enquanto áreas como a indústria transformadora de menor valor e serviços intensivos em mão de obra continuam a perder dinamismo.

A rápida expansão da inteligência artificial e da robótica levanta preocupações sobre a capacidade da economia para gerar empregos suficientes e sustentar o crescimento a longo prazo. Eswar Prasad, professor de Economia e Política Comercial da Universidade de Cornell, comentou que “o modelo de crescimento da China tornou-se cada vez mais desequilibrado”. Ele acrescentou que as famílias chinesas estão a restringir o consumo devido à prolongada crise no setor imobiliário e às incertezas em torno do emprego e dos salários.

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Por outro lado, as exportações de produtos de alta tecnologia, como veículos elétricos, semicondutores e equipamentos eletrónicos, continuam a crescer rapidamente, apoiadas por incentivos públicos a setores considerados prioritários por Pequim. Wei Li, responsável pelos investimentos da BNP Paribas Securities (China), afirmou que a economia chinesa está a passar por “uma transição significativa”.

Leia também: O impacto das exportações na economia global.

crescimento da economia chinesa crescimento da economia chinesa Nota: análise relacionada com crescimento da economia chinesa.

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Fonte: Sapo

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