Gonçalo Fleming, sócio da Morais Leitão desde 2018, é uma figura proeminente na área de comercial e M&A, com uma vasta experiência que remonta a 2006. Na sua recente entrevista, Fleming partilha a sua visão sobre o momento dinâmico que a região Norte de Portugal, especialmente a Área Metropolitana do Porto, está a viver. Para ele, esta região está a afirmar-se como um verdadeiro polo de investimento, inovação e talento.
O advogado destaca que a competitividade da região é sustentada por vários fatores, incluindo a colaboração entre empresas, universidades e a crescente importância da tecnologia. A internacionalização e a inteligência artificial são tendências que estão a moldar a economia e a advocacia de negócios, tornando o Norte cada vez mais relevante no contexto europeu.
Além disso, Gonçalo Fleming aborda o novo pacote fiscal para a habitação, recentemente publicado no Diário da República. Este pacote, considerado o mais ambicioso da última década, introduz diversas medidas de desagravamento fiscal. Apesar de os advogados reconhecerem que estas medidas são um passo na direção certa, muitos acreditam que ainda não resolvem a crise habitacional que Portugal enfrenta. “O Pacote fiscal da habitação é ambicioso no papel, mas decisivo na execução”, afirma Fleming.
A edição da Advocatus também traz um especial sobre a nova Diretiva anticorrupção da União Europeia, que promete sanções mais pesadas e novas obrigações de prevenção. Os advogados alertam que o sucesso desta diretiva dependerá mais da capacidade de investigação e aplicação da lei do que do aumento das penas.
No que diz respeito ao mercado de M&A, o início do ano foi marcado por uma diminuição nas operações e no valor transacionado, reflexo da incerteza económica e geopolítica. No entanto, os advogados garantem que o mercado continua ativo, embora de forma mais seletiva, focando-se em ativos de qualidade. Para o segundo semestre, espera-se uma recuperação impulsionada pelo investimento estrangeiro e um pipeline robusto de operações.
Rúben Brigolas, advogado do mês, também partilha a sua perspetiva sobre o mercado de M&A, destacando que, apesar da falta de aumento nas transações, houve uma maior capacidade para executar operações previamente planeadas. Ele também menciona a surpreendente rapidez com que o setor energético voltou a ser uma prioridade nas decisões de investimento.
Por fim, Paulo Monteverde, sócio da BMA, reflete sobre quase duas décadas de atividade e revela planos para reforçar a posição da firma em áreas como o contencioso civil e criminal. A BMA, com 80% da sua faturação proveniente de clientes internacionais, pretende focar-se em contencioso de elevada complexidade e na integração da inteligência artificial nos seus processos.
Leia também: a análise sobre o impacto do novo pacote fiscal na habitação.
Gonçalo Fleming Gonçalo Fleming Gonçalo Fleming Nota: análise relacionada com Gonçalo Fleming.
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Fonte: ECO





