A Savannah Resources anunciou a conclusão do estudo definitivo de viabilidade do projeto lítio do Barroso, um passo crucial que permite à empresa iniciar o processo de financiamento e preparar a construção da mina e das infraestruturas associadas. Emanuel Proença, CEO da Savannah, expressou a satisfação da empresa ao divulgar os resultados do estudo, considerando-o um marco importante no desenvolvimento do projeto lítio do Barroso. “O DFS proporciona-nos agora uma base sólida para avançarmos para a próxima fase de desenvolvimento”, afirmou.
O estudo confirma a viabilidade técnica, económica, ambiental e operacional do projeto lítio do Barroso, servindo como base para a negociação de financiamento com instituições financeiras e para a formalização de acordos comerciais com clientes estratégicos. A vida útil inicial do projeto está estimada em 14 anos, suportada por uma reserva provável de 20 milhões de toneladas de minério. Durante este período, a Savannah prevê produzir cerca de 2,56 milhões de toneladas de concentrado de espodumena, uma matéria-prima essencial para a fabricação de baterias de veículos elétricos. Além disso, há potencial para prolongar a exploração por mais de 40 anos.
Localizado nos concelhos de Montalegre e Boticas, o projeto lítio do Barroso deverá criar cerca de 500 postos de trabalho permanentes, além de mais de 1.000 empregos indiretos. O estudo também prevê uma contribuição significativa para o Estado português, estimando-se que o projeto gere aproximadamente 720 milhões de euros em impostos, taxas e royalties ao longo da sua vida útil inicial.
Em termos de custos operacionais, o projeto lítio do Barroso coloca-se no segundo quartil da curva global de custos da indústria, o que sugere uma competitividade superior a mais de metade dos projetos atualmente em operação. Em 2025, o projeto foi classificado pela União Europeia como um Projeto Estratégico. Em Portugal, a Savannah firmou um contrato de investimento com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que prevê um apoio financeiro de até 110 milhões de euros, condicionado à realização dos investimentos planeados.
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Fonte: ECO





