O recente agravamento do conflito no Irão e nos Estados Unidos tem gerado preocupação entre os turistas portugueses, mas sem provocar reações alarmistas. As agências de viagens estão a adaptar-se a uma realidade que já se prolonga há algum tempo. Apesar de a segurança ser a prioridade, a situação no Golfo não deve ser encarada com pânico.
A reabertura do Estreito de Ormuz, em junho, permitiu a normalização das rotas aéreas na região, que recebe anualmente cerca de 110 mil turistas portugueses, segundo a Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV). Miguel Quintas, presidente da ANAV, partilhou a sua visão sobre as previsões turísticas para este ano e o impacto do conflito no Irão.
Com o retomar do conflito no Irão, surgem algumas dúvidas sobre o futuro das viagens para a região. Contudo, Miguel Quintas afirma que os cancelamentos de voos têm sido mínimos. “Neste momento, não há um encerramento geral do espaço aéreo do Golfo, mas sim restrições específicas no Irão, Iraque e Líbano para operadores europeus”, explica. As companhias aéreas estão a ajustar as suas rotas e horários, mas a maioria das operações continua a decorrer com segurança.
As agências de viagens têm notado um aumento no contacto com clientes que procuram esclarecimentos sobre voos e possíveis remarcações, mas ainda não se verifica um impacto significativo. “Estamos longe de uma situação de pânico generalizado”, sublinha Quintas. A prudência tem sido uma constante nas decisões de envio de turistas para zonas instáveis, e muitos clientes já abordam a situação com cautela.
A reabertura do Estreito de Ormuz é uma boa notícia para o turismo português, pois alivia a pressão sobre os preços do combustível e reforça a confiança dos turistas. A região do Golfo é crucial para Portugal, com muitos cidadãos a viajar para lá, seja por lazer ou negócios. A normalização das rotas aéreas beneficiará não apenas os portugueses que viajam para o Oriente, mas também Portugal como destino turístico.
A ANAV mantém uma perspetiva prudente, mas moderadamente otimista para o verão. A reabertura do Estreito pode ajudar a reduzir a pressão sobre os combustíveis e a melhorar a confiança nas reservas de viagens de longo curso. No entanto, não se deve esperar uma redução imediata nos preços ou uma abertura total dos mercados emissores.
O preço do jet fuel, que representa uma parte significativa dos custos das companhias aéreas, pode influenciar as escolhas dos portugueses nas suas férias. Com o aumento dos preços, muitos consumidores poderão optar por destinos mais próximos e voos diretos. As agências de viagens desempenham um papel fundamental neste processo, ajudando os clientes a encontrar as melhores opções e a evitar escolhas que possam resultar em custos mais elevados.
É possível que este verão vejamos um aumento na procura por turismo interno, com os portugueses a escolherem escapadinhas e destinos mais próximos. No entanto, muitos ainda desejam viajar para fora e já têm férias planeadas. A pressão sobre os preços na hotelaria e nos transportes poderá fazer com que “ficar cá dentro” não seja a opção mais económica. Assim, o verão de 2023 poderá ser marcado por uma procura mais seletiva, com um foco em destinos europeus e produtos com preços fixos.
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conflito no Irão conflito no Irão Nota: análise relacionada com conflito no Irão.
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Fonte: Sapo





