A oferta de casas para arrendar em Portugal registou uma queda significativa de 22% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta análise foi realizada com base em dados do portal idealista, um dos principais marketplaces imobiliários do país.
Atualmente, existem aproximadamente 40.716 imóveis disponíveis para arrendamento de longa duração. Em relação ao primeiro trimestre de 2023, o stock de casas para arrendar manteve-se praticamente inalterado, com uma ligeira variação de -0,3%.
A diminuição da oferta de casas para arrendar foi observada em seis das vinte capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. Coimbra destacou-se com uma queda acentuada de 58%, seguida pelo Porto com 52%. Lisboa também registou uma descida de 27%, enquanto Leiria (-9%), Portalegre (-8%) e Braga (-5%) apresentaram reduções mais moderadas.
Por outro lado, a oferta de casas para arrendar cresceu em doze capitais, com o Funchal a liderar com um aumento de 58%. Outras cidades como Viana do Castelo (57%), Vila Real (50%) e Ponta Delgada (44%) também registaram subidas significativas. Bragança (35%), Viseu (37%), Faro (33%), Évora (31%) e Santarém (30%) seguiram a tendência de crescimento, embora em percentagens mais baixas. As cidades de Castelo Branco (20%), Guarda (11%) e Setúbal (6%) também mostraram aumentos, enquanto Aveiro e Beja mantiveram-se estáveis.
Ruben Marques, porta-voz do idealista, comentou que “quando falamos de mercados com crescimentos superiores a 50%, é importante perceber o que está por detrás desses números. Em cidades com pouca oferta de arrendamento, uma subida de 50% pode representar apenas algumas dezenas de imóveis adicionais, um volume que não chega para alterar substancialmente as condições do mercado local.” Ele acrescentou que o verdadeiro desafio do arrendamento em Portugal concentra-se nos grandes centros urbanos, onde a oferta continua a diminuir e a pressão sobre as famílias se torna mais intensa.
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Fonte: Sapo





