A Corticeira Amorim, uma das líderes mundiais na produção de cortiça, anunciou que encerrou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido de 25,2 milhões de euros, o que representa uma descida de 31,7% em comparação com os 36,8 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre, os lucros caíram para 9,8 milhões de euros, uma diminuição de 52% face aos 20,4 milhões de euros do segundo trimestre de 2025.
Esta queda nos lucros é atribuída, segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a custos não recorrentes relacionados com a reestruturação do segmento de pavimentos da Amorim Cork Solutions e a iniciativas de ajustamento da estrutura de custos, que totalizaram 14,7 milhões de euros.
As vendas consolidadas da Corticeira Amorim, durante os primeiros seis meses de 2026, ascenderam a 445,8 milhões de euros, uma redução de 5,8% em relação ao período homólogo. A empresa explicou que a evolução das vendas foi penalizada pela depreciação do dólar. Se excluíssemos este efeito cambial, a diminuição teria sido de 4,6%. A atividade da empresa foi afetada pela contração dos volumes em todas as Unidades de Negócio e por um mix de produtos menos favorável, especialmente no segmento de rolhas para vinhos tranquilos.
No entanto, a Amorim Cork Solutions apresentou uma melhoria significativa no segundo trimestre, com um crescimento de 5,3% nas vendas, revertendo a tendência negativa do início do ano. Este desempenho foi impulsionado pela evolução positiva em segmentos como o aeroespacial, selagem e aplicações desportivas, que ajudaram a compensar a contração no segmento de pavimentos. Excluindo o efeito da depreciação do dólar, as vendas da Amorim Cork Solutions teriam crescido 2,4% no primeiro semestre.
Apesar dos desafios, a margem EBITDA manteve-se em 18,4%, igual à do ano anterior, beneficiando da redução dos preços das matérias-primas de cortiça e de um rigoroso controlo dos custos operacionais. O EBITDA consolidado totalizou 82,1 milhões de euros, uma diminuição de 5,5% em relação ao primeiro semestre de 2025.
No final de junho, a dívida líquida da empresa era de 63,6 milhões de euros, uma redução em relação aos 75,9 milhões de euros do ano anterior. Este resultado foi alcançado apesar do pagamento de dividendos, investimentos em ativos fixos e aquisições, demonstrando uma gestão financeira eficaz.
A Corticeira Amorim também está a implementar um processo de reestruturação no segmento de pavimentos, iniciado em maio de 2024, que visa proteger a rentabilidade e garantir a viabilidade a longo prazo do negócio. Este processo inclui o ajustamento da estrutura produtiva e a alteração do modelo de distribuição, passando de uma estrutura baseada em filiais para uma rede de distribuidores.
António Rios de Amorim, presidente e CEO do grupo, afirmou que o desempenho da empresa no primeiro semestre de 2026 demonstra a resiliência do seu modelo de negócio, mesmo num contexto de mercado desafiante. A empresa continua focada em reforçar a proposta de valor da cortiça através da inovação e diversificação.
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Corticeira Amorim Corticeira Amorim Nota: análise relacionada com Corticeira Amorim.
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Fonte: Sapo





