Os medicamentos genéricos têm demonstrado um impacto significativo na economia portuguesa, com poupanças que atingem 1,8 milhões de euros por dia. De acordo com dados da Cientis e do contador online da EQUALMED, a dispensa destes fármacos nas farmácias comunitárias resultou, em 2025, em mais de 666 milhões de euros em libertação de recursos para as famílias e para o Estado. Este valor, embora represente uma ligeira diminuição de 0,6% em relação a 2024, reflete uma estabilização após anos de crescimento contínuo.
A cada segundo, a dispensa de medicamentos genéricos gera uma poupança de 21,13 euros, o que se traduz em 1.267 euros por minuto e 76 mil euros por hora. Este fluxo de recursos é vital para os cidadãos e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), especialmente num contexto de crescente longevidade e aumento de doenças crónicas.
João Paulo Nascimento, presidente da EQUALMED, sublinha a importância dos medicamentos genéricos como “tecnologias estratégicas” que contribuem para a resiliência do SNS. Segundo Nascimento, estes fármacos são cruciais para reduzir desigualdades no acesso à saúde e para aumentar a adesão às terapias. Além disso, ajudam a mitigar rupturas de stock e a fomentar um mercado mais competitivo.
Ema Paulino, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), reforça que os resultados de 2025 evidenciam o “contributo decisivo” das farmácias comunitárias para a sustentabilidade do sistema de saúde. Contudo, Paulino alerta para a necessidade de rever o modelo de incentivos à dispensa de medicamentos genéricos. “É fundamental avançar com a revisão do modelo de incentivos, em linha com o Orçamento do Estado para 2026”, afirma, enfatizando a importância de aumentar a quota de mercado dos genéricos para garantir poupanças contínuas.
Até ao momento, em 2026, o contador da EQUALMED já regista uma poupança superior a 164 milhões de euros, evidenciando a relevância dos medicamentos genéricos na economia e na saúde em Portugal. Leia também: O impacto dos genéricos na saúde pública.
Leia também: Governo destina 1.230 milhões para hospitais saldarem dívidas
Fonte: Sapo





