Paulo Paiva dos Santos assumiu a liderança do Portuguese Business Council (PBC) no Dubai em fevereiro e, com mais de 30 anos de experiência no mundo empresarial, partilha a sua visão sobre o futuro das empresas portuguesas nos Emirados Árabes Unidos (EAU). O novo presidente do PBC destaca a importância de um enfoque na qualidade e na estratégia, em vez da quantidade e do improviso.
A sua principal prioridade é reforçar o posicionamento institucional do PBC, criando valor prático e atraindo empresas portuguesas que estejam preparadas para o mercado internacional. “Queremos promover uma imagem moderna e inovadora de Portugal, alinhada com qualidade e confiança”, afirma Paiva dos Santos.
No entanto, investir em Dubai não é isento de desafios. O dirigente alerta que as expetativas devem ser bem geridas, uma vez que o mercado exige tempo, recursos e capital. “Dubai é um mercado para o médio e longo prazo. As empresas precisam de estar sempre no seu melhor para se destacarem”, explica.
O ambiente empresarial em Dubai é descrito como um ecossistema único, onde a inovação é valorizada e as empresas são avaliadas pela sua qualidade e estratégia, independentemente da sua nacionalidade. “Aqui, olhamos para projetos e pessoas com potencial”, sublinha o presidente do PBC.
As empresas portuguesas estão a marcar presença em diversos setores, incluindo construção, engenharia, tecnologia, hotelaria e produtos alimentares. Paiva dos Santos destaca que, além dos grandes grupos, as empresas especializadas e ágeis têm encontrado em Dubai um mercado ideal para escalar os seus negócios.
Para apoiar a atração de investimento, Dubai oferece uma série de incentivos, como zonas francas, vistos de investimento e programas de apoio a startups. “O nosso objetivo é ser uma camada adicional de apoio, colaborando com a Dubai Chambers para facilitar a entrada e crescimento das empresas”, afirma.
O mercado de Dubai distingue-se por uma menor dependência do petróleo, com uma economia centrada no comércio internacional e no turismo. A presença de uma grande comunidade de expatriados e um ambiente de negócios internacional contribuem para a atratividade da região. “Dubai é um centro financeiro com infraestrutura global, o que o torna um destino estratégico no Médio Oriente”, conclui Paiva dos Santos.
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Fonte: Sapo





