A Match Group, empresa responsável pela popular aplicação de encontros Tinder, decidiu avançar com uma ação judicial contra a corretora Marsh USA. A acusação centra-se na alegação de que a corretora falhou em comunicar uma reclamação à seguradora antes do término da apólice, o que terá custado à Match Group quase quatro milhões de dólares em indemnizações e honorários legais.
O litígio que levou a esta situação começou com uma disputa sobre propriedade intelectual. John Mellesmoen, um consultor de desenvolvimento de produto, alegou que não foi compensado pela criação da funcionalidade “Super Like” do Tinder, tendo apresentado uma ação judicial contra a empresa em agosto de 2016. A Match Group notificou a Marsh sobre esta ação por e-mail, mas a resposta da corretora só chegou dois dias depois, já com a apólice expirada.
No dia 22 de agosto, a Marsh finalmente notificou a seguradora Beazley, mas a apólice já não estava em vigor, levando a seguradora a recusar a cobertura com base no incumprimento do prazo de comunicação. A Match Group inicialmente tentou responsabilizar a Beazley, processando-a em 2022, mas a decisão do tribunal reverteu a favor da seguradora, levando a empresa a desistir da ação.
Com essa opção esgotada, a Match Group voltou-se agora contra a corretora Marsh, acusando-a de violação do contrato de mediação. A empresa reclama 2,9 milhões de dólares em danos relacionados com a ação original, além de cerca de um milhão de dólares em honorários legais. Este caso é um exemplo claro dos riscos associados à gestão de apólices do tipo claims-made, onde a cobertura depende não só da ocorrência do sinistro, mas também da comunicação dentro dos prazos estipulados.
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Fonte: ECO





