O Serviço Nacional de Saúde (SNS) atingiu um novo marco ao contabilizar 4.592 tarefeiros em fevereiro, o que corresponde a 13,57% do total de médicos. Esta informação foi divulgada através dos dados do Portal da Transparência do SNS, que revelam uma tendência crescente na utilização de médicos em regime de prestação de serviços.
Em comparação com o ano anterior, o número de tarefeiros no SNS aumentou significativamente. Em fevereiro de 2022, havia 4.046 tarefeiros, o que representava apenas 2,57% do total de funcionários do SNS. Este crescimento acentuado levanta questões sobre a sustentabilidade e a estrutura do sistema de saúde em Portugal.
A evolução dos tarefeiros no SNS tem sido notória nos últimos anos. Em 2017, apenas 1.789 tarefeiros prestavam serviço, o que correspondia a 1,4% do total de trabalhadores e 6,39% do total de médicos. Este aumento contínuo reflete a crescente dependência do SNS em relação a médicos contratados em regime de prestação de serviços, especialmente em áreas mais carenciadas.
As Unidades Locais de Saúde (ULS) nas regiões Centro e Norte do país são as que apresentam o maior número de tarefeiros. Trás-os-Montes e Alto Douro lideram com 265 tarefeiros, seguidos pelo Baixo Mondego e pela Região de Aveiro, que têm 264 cada. O Médio Ave conta com 258 tarefeiros, enquanto Entre Douro e Vouga apresenta 253. Esta distribuição geográfica indica que as áreas com mais dificuldades em atrair médicos permanentes são as que mais recorrem a este tipo de contratação.
A situação dos tarefeiros no SNS é um tema que merece atenção, uma vez que pode impactar a qualidade dos cuidados de saúde prestados à população. A dependência crescente de médicos em regime de prestação de serviços pode levar a desafios na continuidade dos cuidados e na formação de relações de confiança entre médicos e pacientes.
Leia também: A evolução do SNS e os desafios da saúde em Portugal.
tarefeiros SNS tarefeiros SNS tarefeiros SNS tarefeiros SNS tarefeiros SNS Nota: análise relacionada com tarefeiros SNS.
Leia também: SNS apresenta recuperação histórica na atividade hospitalar
Fonte: Sapo





