A TotalEnergies anunciou uma nova descoberta de petróleo na estrutura Moho G, localizada ao largo da República do Congo. Esta descoberta, que revela uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 160 metros, é um passo significativo para o país, que visa atingir a meta ambiciosa de 500 mil barris por dia (bpd). Com esta nova jazida, o Congo reforça a sua posição como um dos principais produtores de petróleo na África Subsariana.
De acordo com o comunicado da TotalEnergies, a nova descoberta em Moho G, em conjunto com a anterior em Moho F, poderá resultar em recursos recuperáveis que atingem a impressionante marca de 100 mil milhões de barris. A utilização da infraestrutura existente, incluindo as unidades FPSO Alima e Likouf, permitirá acelerar a produção e fortalecer o complexo Moho, que já representa mais de metade da produção petrolífera do país.
Este sucesso é fruto de um consórcio liderado pela TotalEnergies, que detém 63,5% do projeto, em parceria com a Trident Energy e a estatal SNPC. A localização da nova jazida é particularmente estratégica, pois a proximidade com as infraestruturas de produção existentes facilita uma ligação económica rápida e a comercialização do petróleo, maximizando assim a rentabilidade do projeto.
O anúncio surge num momento crucial, uma vez que o Congo está a trabalhar para alcançar a meta de 500 mil barris por dia. Para apoiar este crescimento, a TotalEnergies comprometeu-se a investir mais de 500 milhões de dólares no complexo Moho Nord até 2025. Esta aposta no futuro do setor petrolífero congolês demonstra a confiança da empresa na estabilidade política e no ambiente favorável ao investimento promovido pelo governo.
NJ Ayuk, Presidente Executivo da Câmara Africana de Energia, destacou que esta descoberta é um exemplo claro de que o futuro da exploração no Congo deve centrar-se na maximização das bacias já existentes de forma inteligente e eficiente. Além do projeto da TotalEnergies, o setor petrolífero do Congo está a viver outros avanços significativos. Um exemplo é o lançamento da plataforma Kombi 2 pela Perenco, previsto para fevereiro de 2026, que deverá extrair reservas adicionais de 10 milhões de barris no campo Kombi-Likalala-Libondo II.
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Fonte: Sapo





