Peças usadas: solução sustentável para seguradoras em Portugal

O setor de seguros automóvel em Portugal enfrenta desafios crescentes. Em 2024, a responsabilidade civil automóvel registou um resultado técnico negativo de 144 milhões de euros, um aumento significativo em relação aos 101 milhões negativos do ano anterior, segundo a Associação Portuguesa de Seguradores. Este cenário revela a urgência em abordar o aumento dos custos associados a sinistros e reparações, que se tornaram uma prioridade para as seguradoras.

Desde 2019, o número de acidentes rodoviários tem subido, com mais de 140 mil sinistros registados até meados de dezembro de 2025, um aumento de quase 4.400 em relação ao ano anterior, de acordo com o Automóvel Club de Portugal (ACP). Os veículos modernos exigem reparações mais complexas e a escassez de peças, especialmente para automóveis mais antigos, agrava a situação. Como resultado, os veículos ficam mais tempo nas oficinas, aumentando os custos para seguradoras e oficinas, que precisam também de disponibilizar carros de cortesia.

Neste contexto, as peças usadas originais surgem como uma solução estratégica e sustentável. A reutilização de peças não só prolonga a vida útil dos materiais, como também reduz a necessidade de produção de novas peças, diminuindo assim o impacto ambiental e as emissões de CO2 associadas.

Embora não resolvam todos os problemas, as peças usadas oferecem uma oportunidade dupla para as seguradoras. Por um lado, permitem reduzir o tempo de reparação e os custos, sem comprometer a segurança dos veículos. Por outro, reforçam o compromisso das seguradoras com a sustentabilidade, melhorando a sua imagem perante clientes cada vez mais exigentes em práticas responsáveis.

Num setor onde os prémios de seguro automóvel aumentam devido à sinistralidade, o recurso a peças usadas certificadas pode ser uma solução viável para equilibrar as contas e criar uma vantagem competitiva. A adaptação a novos paradigmas, que exigem eficiência operacional e responsabilidade ambiental, será crucial para o futuro das seguradoras e do pós-venda automóvel.

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Em resumo, é necessário reinventar o modelo tradicional de reparação. As seguradoras que optarem por peças usadas originais não apenas beneficiarão financeiramente, mas também fortalecerão a sua reputação, alinhando rentabilidade com responsabilidade ambiental. Leia também: O impacto da sinistralidade nos prémios de seguro.

peças usadas Nota: análise relacionada com peças usadas.

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Fonte: ECO

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