Restauração em Portugal: números mostram crescimento e não colapso

A restauração em Portugal está a reivindicar mais apoio do governo, mas os números apresentados por Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal, revelam uma realidade diferente. O setor, longe de estar em colapso, tem mostrado um crescimento significativo desde 2019. De acordo com os dados, a restauração cresceu 69% em termos nominais e 25% em termos reais. Em 2025, o volume de negócios aumentou 2,9% em comparação com 2024, apesar de uma subida de 6% nos preços, que pressionou a evolução real do setor no final do ano. Mesmo assim, a despesa de portugueses e estrangeiros em restaurantes aumentou 2,7% em termos reais.

É importante destacar que, embora existam empresas de restauração a enfrentar dificuldades, isso não justifica um resgate com dinheiro público. A responsabilidade de provar a necessidade de apoio recai sobre aqueles que o pedem, e não sobre os contribuintes. Os dados mostram que a restauração já beneficia de um regime fiscal mais favorável em comparação com outros setores. Os serviços de alimentação e bebidas estão sujeitos a uma taxa intermédia de IVA, com exceção das bebidas alcoólicas e refrigerantes. Além disso, os consumidores podem deduzir 15% do IVA em despesas de restauração e hotelaria no IRS, até um limite de 250 euros.

Recentemente, Castro Almeida anunciou mais um pacote de financiamentos e apoios a fundo perdido para o setor. No entanto, a questão que se coloca é: qual a necessidade de mais apoios quando a restauração já recebeu milhões em diversas formas? A expansão do setor deve-se, em grande parte, ao crescimento do turismo, que atingiu máximos históricos em termos de hóspedes e dormidas no alojamento turístico. Essa procura ajudou a aumentar as receitas e a fomentar novos investimentos e negócios.

Leia também  Ataque a Teerão: EUA e Israel lançam operação militar conjunta

Não faz sentido que os lucros obtidos durante os anos de crescimento sejam privatizados, enquanto as perdas são socializadas em tempos de desaceleração. Mesmo que se venha a verificar uma crise estrutural no futuro, o foco do apoio público deve ser direcionado para os trabalhadores e a sua transição, e não para proteger empresários a qualquer custo. O Estado deve garantir a proteção das pessoas afetadas por ajustes, sem transformar uma desaceleração setorial numa nova carga financeira para todos.

Leia também: O impacto do turismo na economia portuguesa.

restauração em Portugal restauração em Portugal restauração em Portugal restauração em Portugal Nota: análise relacionada com restauração em Portugal.

Leia também: Norte e Centro de Portugal precisam de novas ZILS para crescer

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top