O Governo português manifestou hoje a sua satisfação pela libertação de Héctor Ferreira Domingues, um luso-venezuelano que esteve detido desde setembro de 2022. Através de uma nota publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros expressou a sua solidariedade à família de Ferreira Domingues, destacando a importância deste reencontro tão esperado.
A libertação de Héctor Ferreira é um passo positivo, mas o Governo português reafirmou o seu compromisso em continuar a trabalhar pela libertação de presos políticos na Venezuela. “O Governo português continuará a trabalhar, discreta mas ativamente, pela libertação dos presos políticos que ainda estão detidos na Venezuela”, pode ler-se na mesma nota.
Em fevereiro, a organização não governamental Foro Penal (FP) fez um apelo público pela libertação de Héctor Ferreira, um empresário que foi detido durante uma operação na fábrica de uniformes que dirigia em Caracas. Segundo a FP, a detenção de Ferreira Domingues baseou-se numa declaração de um “patriota cooperante anónimo”, que alegou que a empresa estava envolvida em negociações suspeitas.
Após a detenção, as forças de segurança tomaram posse da fábrica, levando a família e a defesa de Ferreira a questionar as verdadeiras intenções por detrás da operação. Fontes da comunidade portuguesa na Venezuela relataram que a situação foi comunicada às autoridades portuguesas logo após a detenção.
De acordo com a organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP), a situação dos presos políticos na Venezuela é alarmante, com 674 pessoas detidas por motivos políticos. Este número inclui 583 homens e 91 mulheres, além de 28 estrangeiros e 30 venezuelanos com dupla nacionalidade. Desde 2014, a FP documentou a detenção de 19.079 pessoas por razões políticas, das quais mais de 11.000 permanecem arbitrariamente privadas da liberdade.
A libertação de Héctor Ferreira é um sinal de esperança, mas a luta pela libertação de presos políticos na Venezuela continua. O Governo português reafirma o seu compromisso em apoiar todos aqueles que ainda se encontram detidos e a trabalhar em prol da justiça e dos direitos humanos.
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Fonte: Sapo





