CIP critica recomendações do FMI sobre saúde em Portugal

O Conselho de Saúde da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) manifestou hoje a sua discordância em relação às recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a despesa em saúde e produtos farmacêuticos em Portugal. A CIP considera que estas orientações estão desajustadas da realidade do país e carecem de suporte em evidências concretas.

Num comunicado enviado à presidente do FMI, Kristalina Georgieva, o Conselho de Saúde Prevenção e Bem Estar da CIP pediu que o FMI reavaliasse as suas recomendações, visando a criação de “políticas públicas mais sustentáveis e alinhadas com as necessidades” da população portuguesa. O FMI sugeriu a alguns países, incluindo Portugal, a contenção no crescimento das despesas automáticas com saúde, argumentando que isso é essencial para proteger o investimento público.

A CIP sublinha que a despesa total per capita em saúde em Portugal é inferior à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Além disso, a despesa direta, ou “out-of-pocket”, dos cidadãos portugueses atinge os 29%, um dos valores mais elevados da OCDE. Apenas 62% da despesa em saúde é pública, comparado com 80% na média da União Europeia.

Portugal enfrenta desafios demográficos significativos, sendo um dos países mais envelhecidos do mundo. A CIP destaca que, apesar de estar abaixo da média europeia no indicador de anos de vida saudável aos 65 anos, a prevalência de doenças crónicas tem aumentado. Além disso, a população estrangeira residente em Portugal triplicou entre 2018 e 2024, atingindo cerca de um milhão e meio de pessoas, o que aumenta a pressão sobre o sistema de saúde.

De acordo com um estudo recente do Instituto Superior de Economia e Gestão, o principal fator que impulsionou o crescimento da despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) entre 2015 e 2024 foram as despesas com pessoal, que representaram 41,9% do total em 2024. A CIP defende que a sustentabilidade futura do SNS depende do reforço do investimento em “áreas críticas”, como a prevenção e o acompanhamento da população idosa, de modo a responder ao aumento da procura.

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O Conselho de Saúde Prevenção e Bem Estar da CIP considera essencial o aumento do investimento para garantir o funcionamento adequado do sistema de saúde e para concretizar a transição digital em curso. A CIP acredita que a despesa em saúde deve ser tratada com a seriedade que merece, tendo em conta as especificidades do sistema e as necessidades da população.

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despesa em saúde despesa em saúde Nota: análise relacionada com despesa em saúde.

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Fonte: Sapo

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