As receitas da MEO registaram um crescimento de 1,3% em 2022, totalizando 2.811 milhões de euros. Este aumento foi impulsionado, em grande parte, pelo desempenho do negócio de energia, embora a operadora tenha enfrentado desafios na rentabilidade operacional. A informação foi divulgada pela empresa na quinta-feira, 23 de abril.
O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) caiu 4,8%, fixando-se em 947 milhões de euros. No entanto, excluindo o impacto negativo da Altice Labs, a redução foi limitada a 1,2%. A MEO destacou a pressão sobre a receita média por utilizador (ARPU) no setor das telecomunicações e o aumento dos custos devido à inflação como fatores que contribuíram para este desempenho.
O investimento da MEO em 2022 foi de 403 milhões de euros, refletindo a aposta na expansão das redes. A empresa tem também reforçado a sua diversificação, com um foco crescente no setor energético. Ana Figueiredo, presidente-executiva da MEO, afirmou que “em 2025 acelerámos a transformação da MEO para além da conectividade tradicional e consolidámos a estratégia de diversificação”.
O segmento de consumo revelou-se o principal motor da atividade, com receitas de 1.508 milhões de euros, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Este crescimento deve-se, em grande parte, ao aumento da base de clientes de fibra e móvel pós-pago, que já atinge 13,3 milhões.
O negócio da MEO Energia destacou-se, duplicando as suas receitas e aumentando a base de clientes de 145 mil para 223 mil, com 78 mil novas adesões líquidas. Atualmente, a MEO Energia detém uma quota de 4,0% do mercado em número de clientes, segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
No que diz respeito aos serviços empresariais, as receitas cresceram 3,5%, totalizando 1.303 milhões de euros, impulsionadas pelo desempenho de serviços não relacionados com telecomunicações, como o outsourcing e a venda de equipamentos.
No quarto trimestre do ano, as receitas atingiram 737 milhões de euros, um aumento de 1,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Contudo, o EBITDA recuou 0,6%, fixando-se em 230 milhões de euros.
A MEO mantém a liderança em todos os principais segmentos de telecomunicações em Portugal, incluindo televisão paga, internet fixa e serviços em pacote, de acordo com dados da Anacom, o regulador do setor. Ao nível da infraestrutura, a empresa terminou 2022 com 6,7 milhões de casas cobertas por fibra ótica, além de uma cobertura de 99,98% em 4G e 97,22% em 5G.
Num setor que representa 4,7% do produto interno bruto europeu, mas que enfrenta uma tendência de queda no investimento e fragmentação, a MEO considera que o futuro passa pela transformação em uma plataforma de serviços digitais. Ana Figueiredo sublinha que “2026 será um ano de execução e aceleração”, referindo que os resultados de 2022 servirão de base para a construção de uma empresa “mais ágil, mais digital, mais inteligente e mais preparada para o futuro”.
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Fonte: Sapo





