Drones transformam batalhas na Ucrânia: a nova guerra aérea

Na guerra da Ucrânia, os drones tornaram-se protagonistas nas frentes de batalha, alterando a dinâmica do combate. Um piloto de drone ucraniano, conhecido pelo nome de guerra Yenot, localiza um soldado russo numa moto, a circular por um caminho de terra em Toretsk. Equipado com um FPV, um drone kamikaze capaz de transportar até três quilos de explosivos, Yenot persegue o alvo através de três ecrãs, utilizando um joystick para controlar o aparelho. “É suicida estar exposto assim, neste lugar”, comenta o piloto, enquanto observa a ação.

A câmara do FPV mostra o drone a aproximar-se rapidamente da moto. De repente, a imagem desaparece, sinalizando a explosão. Contudo, o soldado russo sobrevive, caindo da moto e afastando-se a cambalear. Yenot, após a missão, acende um cigarro e consome uma bebida energética, preparando-se para lançar outro drone para concluir o trabalho.

Os drones na Ucrânia têm demonstrado ser mais precisos e letais do que os atiradores humanos. De acordo com os comandantes ucranianos, estes veículos aéreos não tripulados são responsáveis por mais de 70% das mortes no campo de batalha, superando todas as outras armas combinadas. Em 2022, mais de 95% dos 1,5 milhões de drones adquiridos pelas forças ucranianas foram fabricados localmente, sublinhando a importância desta tecnologia no conflito.

Yenot mantém um registo das suas “conquistas” num caderno, anotando cada soldado abatido, como se contasse os dias numa cela. Desde julho de 2024, já contabiliza 25 baixas. Para ele, a comparação da guerra de drones com um videojogo é redutora. A realidade é bem mais complexa e mortal, especialmente para quem já foi alvo de um sniper russo.

Os drones não apenas mudaram a forma de atacar, mas também a dinâmica de defesa. Os soldados ucranianos enfrentam um ambiente onde até as necessidades fisiológicas se tornam uma missão de alto risco. A presença constante de drones inimigos torna cada movimento uma questão de sobrevivência.

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Apesar da inferioridade numérica em soldados e forças aéreas convencionais, a Ucrânia tem conseguido resistir ao avanço russo, em parte devido à eficácia dos drones. Os russos, por sua vez, também têm adotado esta tecnologia, lançando enxames de FPVs a preços acessíveis. Para ataques a cidades como Kiev, utilizam drones iranianos Shahed, que transportam ogivas pesadas.

A eficácia dos drones é evidente para os profissionais de saúde no campo de batalha. Segundo Vasilina, uma paramédica da 68.ª Brigada, 90% dos feridos que recebe são vítimas de ataques aéreos. “Os drones são muito precisos e os soldados tornam-se alvos fáceis ao saírem dos buracos”, explica.

As trincheiras tradicionais foram substituídas por buracos cavados, onde os soldados se abrigam. A função da infantaria é agora impedir que os russos avancem ainda mais, considerando que já ocupam cerca de 20% do território ucraniano.

Os drones na Ucrânia têm, assim, um papel crucial tanto no ataque como na defesa, facilitando a entrega de suprimentos e a vigilância, enquanto caçam posições inimigas. A guerra moderna, marcada pela tecnologia, redefine o conceito de combate, onde a vida e a morte dependem de um clique.

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Fonte: Sapo

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