Portugal posicionou-se como o quarto país da União Europeia com a menor taxa de jovens “nem-nem”, ou seja, aqueles que não trabalham nem estudam, com um valor de 8% em 2025. Este resultado coloca o país atrás apenas dos Países Baixos (4,9%), Suécia (6,3%) e Eslovénia (7,6%), e igualado à Chéquia, de acordo com dados do Eurostat.
Este avanço no ranking é notável, uma vez que em 2024 Portugal ocupava a oitava posição, com 8,7%, ao lado da Alemanha. Historicamente, o país variou entre a 12.ª posição em 2016 e a 7.ª em 2022. Na parte inferior da tabela, destacam-se a Roménia (19,2%) e a Bulgária (13,8%), seguidas por Grécia (13,6%), Itália (13,3%) e França (12,7%). A média da UE é de 11%.
Contudo, quando se analisam apenas os jovens desempregados que procuram ativamente emprego, Portugal desce para a 21.ª posição na Europa, com uma taxa de 4,8%. Se considerarmos todos os jovens que desejam trabalhar, independentemente de estarem à procura de emprego, o país ocupa a 19.ª posição, com 6,3%.
Um dado particularmente positivo é que apenas 1,7% dos jovens em Portugal não querem trabalhar, o que coloca o país em segundo lugar neste indicador, apenas atrás dos Países Baixos, com a Suécia a apresentar o mesmo valor.
Nos últimos dez anos, Portugal viu uma diminuição de cerca de 300 mil jovens “nem-nem”. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de jovens nesta situação é de 8,5%, ligeiramente superior ao valor do Eurostat, mas ainda assim melhor do que os 9% registados em 2022, que era o mínimo em 15 anos. O pico foi em 2013, com uma taxa de 17,6%.
Atualmente, a região Centro é a que apresenta a menor taxa de jovens “nem-nem” em Portugal, com 6,6%, uma redução significativa de 6,2 pontos percentuais desde 2011, quando a troika chegou ao país. Em 2012, a taxa na região atingiu 14,4%. A região Centro também se destaca no Eurostat, ocupando o 21.º lugar entre 238 regiões analisadas.
Em contrapartida, a região Norte apresenta uma taxa de 7,6%, ocupando a 42.ª posição a nível europeu. Embora tenha registado uma queda de 6,4 pontos percentuais desde 2011, ainda supera os 10 pontos percentuais em relação ao pico de 2013, que foi de 18,3%. Outras regiões como Oeste e Vale do Tejo estão na casa dos 8%, enquanto Grande Lisboa apresenta uma taxa de 8,6%.
Por outro lado, cinco regiões do país ainda apresentam taxas superiores a 10%: Alentejo (10,4%), Península de Setúbal (10,6%), Madeira (11,4%), Algarve (11,5%) e Açores, que com 13,1% ocupam a 168.ª posição na UE.
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jovens "nem-nem" jovens "nem-nem" Nota: análise relacionada com jovens "nem-nem".
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Fonte: Sapo





