Na segunda-feira, Wall Street encerrou a sessão de forma mista, dando início a uma semana que promete ser agitada para os investidores. O foco está na reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que se realiza na quarta-feira, e nos resultados financeiros de grandes empresas de tecnologia, além de dados macroeconómicos relevantes.
Os investidores parecem preferir adotar uma postura de espera, aguardando as decisões de política monetária dos bancos centrais. A Fed deverá manter as taxas de juro inalteradas, apesar dos riscos associados à proposta do Irão, que incluem a inflação e a guerra no Médio Oriente. A fintech Ebury refere que, embora a inflação nos EUA tenha registado um aumento significativo em março, a inflação subjacente permanece controlada.
Os analistas acreditam que o presidente da Fed, Jerome Powell, adotará um tom moderadamente ‘hawkish’ devido às preocupações com a inflação. Além disso, não serão divulgadas novas projeções económicas ou sobre as taxas de juro neste mês. A expectativa é de que a Fed inicie cortes nas taxas em setembro, após manter a situação inalterada.
Esta semana também será marcada pela divulgação dos resultados do primeiro trimestre de empresas como Amazon, Alphabet, Meta, Apple e Microsoft. Os investidores estarão atentos para avaliar como estas empresas estão a beneficiar dos seus investimentos em inteligência artificial.
Na Europa, as bolsas não apresentaram grande entusiasmo. Apenas as bolsas do sul da Europa fecharam em alta, com Lisboa a valorizar 0,59%, impulsionada pelos ganhos da Teixeira Duarte e da EDP Renováveis. No entanto, as principais bolsas de Londres, Paris e Frankfurt registaram perdas.
Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,12%, alcançando um novo máximo histórico, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,20%. Contudo, o Dow Jones, que tem estado mais lento na recuperação, encerrou em queda.
Um dos principais tópicos que marcou a sessão foi a proposta do Irão enviada aos EUA, que visa pôr fim ao conflito no Médio Oriente e inclui a reabertura do estreito de Ormuz. Apesar disso, a Casa Branca reafirmou que não negociará através da imprensa e manteve as suas exigências em relação ao programa nuclear iraniano.
Embora a proposta do Irão tenha gerado alguma expectativa, não foi suficiente para animar os mercados. Os preços do petróleo subiram mais de 2%, com o Brent a ultrapassar os 108 dólares por barril, refletindo as tensões geopolíticas e as restrições na oferta. A incerteza em torno da proposta do Irão e a falta de progresso nas negociações têm contribuído para um aumento do prémio de risco geopolítico, afetando os preços do crude.
A subida dos preços do petróleo pode ter implicações significativas na economia global, uma vez que o aumento sustentado dos preços da energia tende a reacender as pressões inflacionistas, complicando ainda mais as decisões dos bancos centrais.
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proposta do Irão Nota: análise relacionada com proposta do Irão.
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Fonte: Sapo





