Os profissionais de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António, no Porto, decidiram manter os protestos ao longo do mês de maio. A decisão foi tomada em plenário, onde os trabalhadores expressaram a sua insatisfação face à falta de regularização da sua situação laboral. Luís Dupont, presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), anunciou que estão previstas várias ações, incluindo uma vigília, dois plenários e uma paralisação na última semana do mês, que culminará com a entrega de um abaixo-assinado ao primeiro-ministro em Lisboa.
O sindicato sublinha que, apesar de a tutela ter clarificado o enquadramento legal, a ULS Santo António ainda não regularizou completamente a situação dos seus profissionais. A principal preocupação reside na atribuição de pontos e no pagamento de créditos salariais, que continuam por resolver. O STSS alerta que, nos contratos de trabalho a termo (CIT), a falta de resolução mantém-se total, perpetuando um conflito judicial que poderia ser evitado. Nos contratos em funções públicas (CTFP), embora tenham havido alguns avanços, ainda persistem lacunas significativas.
No plenário, que contou com a presença de cerca de 200 dos quase 400 trabalhadores, Luís Dupont reiterou a necessidade de o Governo intervir para resolver a situação, acusando a ULS de manter um conflito com os trabalhadores. O sindicato também revelou que a greve realizada nos dias 23 e 24 de abril teve um impacto significativo nos cuidados de saúde prestados, resultando na prestação exclusiva de serviços mínimos e no cancelamento de centenas de exames e atos clínicos.
De acordo com dados do STSS, mais de 500 atos clínicos foram afetados por cada dia de greve, incluindo ressonâncias magnéticas, TAC, cirurgias e exames de oftalmologia. O sindicato destaca ainda o cancelamento generalizado da atividade programada, devido à falta de meios complementares de diagnóstico e terapêutica essenciais para a decisão clínica.
Luís Dupont enfatizou que estes dados demonstram a importância dos profissionais de saúde no funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o impacto direto do incumprimento das orientações do Governo por parte da administração da ULS Santo António. A situação continua a ser uma preocupação para os trabalhadores, que esperam uma resposta urgente para a regularização das suas condições laborais.
Leia também: A importância da regularização laboral no setor da saúde.
ULS Santo António ULS Santo António ULS Santo António Nota: análise relacionada com ULS Santo António.
Leia também: Southern Company vai lucrar com o crescimento dos data centers
Fonte: Sapo





