O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, manifestou hoje a sua preocupação em relação ao aumento dos combustíveis na região, que entrará em vigor na próxima sexta-feira. Durante uma conferência de imprensa na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, Bolieiro referiu que a revisão dos preços dos combustíveis é feita mensalmente e que, nos últimos meses, houve uma contenção significativa em comparação com o continente.
O líder do executivo açoriano, que representa uma coligação entre PSD, CDS-PP e PPM, sublinhou que a situação atual é alarmante e que espera que surjam soluções para a crise energética global, permitindo uma possível descida dos preços. “Estamos preocupados, pois o aumento dos combustíveis afeta diretamente a economia da região”, afirmou.
Bolieiro também mencionou que o governo está preparado para antecipar a revisão dos preços, caso haja uma descida nos valores dos produtos petrolíferos. “Se houver uma redução, não hesitaremos em ajustar os preços antes do ciclo mensal habitual”, garantiu.
Além disso, o presidente do Governo dos Açores vê com bons olhos a proposta da União Europeia que permite aos Estados-membros criar auxílios para a economia. “É fundamental que o Governo da República implemente medidas que beneficiem todo o país, incluindo as Regiões Autónomas”, concluiu.
Os novos preços dos combustíveis, que entrarão em vigor na sexta-feira, incluem a gasolina sem chumbo I.O. 95 octanas a 1,921 euros por litro e o gasóleo rodoviário a 2,004 euros por litro. O preço do gasóleo utilizado na agricultura será de 1,633 euros por litro, enquanto o gasóleo para a pesca será de 1,443 euros por litro. O gás butano também sofrerá alterações, com o preço a ser fixado em 2,208 euros por quilo para as garrafas de 26 litros ou mais.
Desde fevereiro, com este novo aumento, o preço da gasolina nos Açores subiu 32,3 cêntimos por litro, enquanto o gasóleo aumentou 53 cêntimos por litro e o gás butano 52,2 cêntimos por quilo. O secretário regional das Finanças, Duarte Freitas, anunciou que o governo manterá em maio o desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) aplicado em abril, apesar dos aumentos significativos.
“Este aumento foi atenuado pela redução do ISP que iniciámos em abril e que continuará em maio. É importante lembrar que a situação no mercado internacional não está sob o controlo do Governo”, explicou Freitas. O executivo regional assumirá um impacto de cerca de 3 milhões de euros na receita fiscal devido a esta medida.
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Fonte: Sapo





