A eleição do novo reitor da Universidade Nova de Lisboa (UNL) não se concretizou mais uma vez devido à falta de quórum no conselho geral. A nova tentativa de votação, agendada para esta quinta-feira, 30 de abril, foi interrompida, marcando a segunda vez que o ato eleitoral falha por este motivo.
Em comunicado, a universidade informou que a reunião não teve a presença necessária, com sete membros ausentes, dos quais cinco apresentaram justificações. Outros três membros estiveram presentes, mas abandonaram a sessão antes do início dos trabalhos. A UNL sublinhou que, apesar de ter tomado todas as medidas necessárias para cumprir a decisão judicial que determinou a repetição da eleição, o resultado foi o mesmo.
A primeira eleição para o cargo de reitor ocorreu no final do verão do ano passado, tendo Paulo Pereira sido o vencedor. Contudo, uma decisão recente do Tribunal Administrativo determinou que a candidatura do professor Pedro Maló deveria ser considerada, apesar de não cumprir os requisitos estatutários de ser catedrático ou investigador coordenador. Esta decisão levou à necessidade de repetir todos os atos do procedimento eleitoral.
Inicialmente, a repetição da eleição estava marcada para 24 de abril, mas foi adiada devido a uma providência cautelar interposta por um grupo de quatro professores catedráticos da Faculdade de Economia da UNL. O tribunal aceitou a providência, argumentando que o mandato do conselho geral já havia terminado no final de março, o que levantava questões sobre a sua competência para conduzir o processo eleitoral.
Apesar da situação, a universidade anunciou que, no âmbito da providência cautelar em curso, foi apresentada uma resolução fundamentada que poderia permitir o levantamento da suspensão anteriormente decretada. Contudo, a falta de quórum voltou a ser um obstáculo, adiando a eleição para uma nova data.
Atualmente, os candidatos admitidos ao processo eleitoral são Duilia de Mello, Elvira Fortunato, José Júlio Alferes, João Amaro de Matos, Paulo Pereira e Pedro Maló. A continuidade deste impasse levanta preocupações sobre a governança da universidade e a necessidade de uma solução rápida para o impasse.
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Fonte: ECO





