O Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) da Venezuela emitiu um alerta sobre a persistência da censura na Venezuela, afirmando que a perseguição a jornalistas “não cessou”. Esta denúncia foi feita no contexto do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, onde o IPYS sublinhou que muitos jornalistas optam por não assinar os seus artigos e adaptam a sua prática profissional a um ambiente que impõe severas limitações.
De acordo com o IPYS, cerca de 80% dos jornalistas entrevistados admitiram ter alterado a sua forma de trabalhar devido à pressão e ao medo de represálias. O impacto da censura na Venezuela vai além dos ataques físicos e verbais, estendendo-se a temas que os jornalistas evitam cobrir e perguntas que não fazem. Esta realidade torna-se ainda mais preocupante, uma vez que a censura na Venezuela afeta a liberdade de expressão e o direito à informação.
A organização não-governamental destacou que a situação se agrava com prisões de jornalistas durante a cobertura de notícias, a eliminação forçada de material jornalístico e o encerramento de órgãos de comunicação. O IPYS defendeu a necessidade de uma “reconstrução democrática”, que inclua o fim da perseguição judicial e a libertação de todos os que foram detidos por se expressarem livremente.
Além disso, o Colégio Nacional de Jornalistas (CNP) da Venezuela reportou 87 ataques a jornalistas e meios de comunicação entre janeiro e abril deste ano. Este período foi marcado por tensões políticas, incluindo o ataque norte-americano a Caracas e a detenção do Presidente Nicolás Maduro. O CNP documentou diversas violações, incluindo detenções arbitrárias, obstrução da cobertura jornalística e deportações de correspondentes estrangeiros.
A Venezuela ocupa a última posição no Índice Chapultepec de Liberdade de Expressão e Imprensa de 2025, revelando a gravidade da censura na Venezuela. Juntamente com a Nicarágua, o país é classificado como um dos lugares “sem liberdade de expressão”. A situação exige uma resposta urgente para garantir a segurança e a liberdade dos jornalistas, elementos essenciais para uma sociedade democrática.
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Fonte: ECO





