O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a ativação do instrumento anti-coerção da União Europeia (UE) caso os Estados Unidos avancem com a imposição de uma tarifa de 25% sobre automóveis fabricados no bloco. Macron classificou esta medida como uma “ameaça desestabilizadora” vinda do presidente norte-americano, Donald Trump.
Em conferência de imprensa realizada em Yerevan, ao lado do primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinyan, Macron destacou que, no atual contexto geopolítico, aliados como os Estados Unidos e a UE têm questões mais importantes a tratar do que levantar ameaças que possam desestabilizar a economia. “Acredito que devemos enviar sinais de confiança aos agentes económicos”, afirmou.
Apesar de enfatizar a importância da estabilidade económica, Macron sublinhou que a UE deve estar preparada para utilizar as ferramentas que possui, caso Trump concretize as suas ameaças. “Se um ou outro país for ameaçado com tarifas, a União Europeia tem instrumentos que devem ser acionados, pois essa é a sua finalidade”, disse, acrescentando que “todas as opções estão em cima da mesa”.
O instrumento anti-coerção económica, conhecido pela sigla ACI, foi criado em 2021 em resposta a restrições comerciais impostas pela China à Lituânia, após este país ter melhorado as suas relações comerciais com Taiwan. Este mecanismo, que está disponível na legislação europeia desde dezembro de 2023, visa proteger a UE de pressões externas que possam afetar o comércio ou o investimento.
O comissário europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, também se manifestou sobre a situação, pedindo ao representante do Comércio dos EUA, Jamieson Greer, que a administração norte-americana regresse aos termos do acordo comercial assinado em julho. Esta reunião ocorreu apenas dois dias após Trump ter ameaçado a imposição das tarifas, alegando que Bruxelas estaria a violar o acordo.
Durante o encontro, Šefčovič explicou a Greer o estado do processo de ratificação do acordo comercial na UE e o calendário previsto para a sua finalização. Ele também apelou a um regresso rápido aos termos acordados, que incluem uma taxa tarifária geral de 15%, com as exclusões previamente acordadas pela UE. “Seria benéfico que as principais características do acordo estivessem em vigor antes do seu primeiro aniversário”, concluiu o porta-voz da Comissão Europeia.
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Fonte: ECO





