BCP regista lucros de 305,8 milhões no primeiro trimestre

O BCP anunciou lucros de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 25% em relação ao período homólogo. Este resultado traduz um retorno sobre o capital (ROE) de 15,9%. Em Portugal, o lucro fixou-se em 265,4 milhões de euros, o que representa um crescimento de 21,2%.

As operações internacionais do BCP também mostraram um desempenho robusto, com um resultado líquido que cresceu 65%, atingindo 77,71 milhões de euros, comparado com os 47,11 milhões de euros do mesmo trimestre de 2025. Este crescimento deve-se, em grande parte, ao Bank Millennium, que reportou um resultado líquido de 71,21 milhões de euros, um aumento de 67,8% face ao ano anterior. A redução de 61% nos encargos relacionados com créditos hipotecários em francos suíços (CHF) foi um fator decisivo, totalizando 50,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano.

O Grupo BCP mantém rácios de capital sólidos, com um CET1 de 15,1% e um rácio de capital total de 19,3%, já considerando a distribuição máxima aos acionistas referente ao resultado de 2025. Esta distribuição inclui 50% em dividendos, num total de 509,3 milhões de euros, e 40% em recompra de ações próprias, equivalente a 407,5 milhões de euros.

Os indicadores de liquidez do BCP continuam a estar bem acima dos limites regulamentares, com um rácio LCR de 319%, NSFR de 179% e um Loan-to-Deposit (LtD) de 68%. Os ativos disponíveis para financiamento junto do Banco Central Europeu ascendem a 30 mil milhões de euros.

A atividade comercial também apresentou resultados positivos, com o crédito a clientes a aumentar 7,2% em termos homólogos, totalizando 63,4 mil milhões de euros. Os recursos totais de clientes cresceram 7,9%, atingindo 112,8 mil milhões de euros. Em Portugal, o crédito a clientes subiu 9,6%, enquanto os recursos totais aumentaram 6,3%. No Bank Millennium, o crédito a empresas registou um crescimento expressivo de 26,5%.

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A qualidade dos ativos do BCP melhorou, com uma redução de 238 milhões de euros nos ativos não produtivos (NPE) em comparação com março de 2025. O custo do risco no Grupo fixou-se em 35 pontos base no primeiro trimestre de 2026, abaixo dos 38 pontos base do ano anterior. Em Portugal, este indicador manteve-se estável em 33 pontos base.

Por fim, a base de clientes do BCP continua a crescer, com um aumento de 5% no número de clientes ativos, que totalizam agora 7,4 milhões. Os clientes que utilizam serviços mobile cresceram 8%, representando já 75% da base total de clientes em março de 2026. Leia também: “BCP: Perspectivas para o futuro do setor bancário”.

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Fonte: Sapo

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