Portugal destaca-se como o país da União Europeia com maior confiança na UE, considerando-a um verdadeiro “pilar de estabilidade”. Este dado surge num contexto global marcado por conflitos, como a guerra na Ucrânia, e por incertezas económicas. Os resultados são do mais recente Eurobarómetro, publicado na véspera do Dia da Europa, a 9 de maio.
Segundo o Eurobarómetro da primavera de 2026, 81% dos cidadãos europeus apoiam uma política comum de segurança e defesa, o nível mais elevado em duas décadas. Além disso, 73% dos inquiridos vêem a UE como uma fonte de estabilidade, um aumento de seis pontos percentuais em relação ao outono de 2025. Entre os portugueses, essa confiança na UE atinge impressionantes 93%, superando países como a Dinamarca (85%) e a Suécia (83%).
O inquérito revela também que 92% dos portugueses consideram a invasão da Ucrânia pela Rússia uma ameaça à segurança da União Europeia, colocando Portugal entre os países mais preocupados com as repercussões do conflito. No total, 76% dos cidadãos da UE partilham essa preocupação.
Além disso, Portugal está entre os países que veem a invasão russa como uma ameaça à sua própria segurança, com 82% dos inquiridos a expressarem essa inquietação. Os dados mostram que a Suécia (87%) e a Finlândia (86%) estão ainda mais preocupadas, seguidas pela Dinamarca e Polónia (85%).
O apoio à resposta da UE à guerra na Ucrânia permanece elevado, com 76% dos europeus a defenderem que o continente deve continuar a apoiar Kiev até que se alcance uma “paz justa e duradoura”. As medidas mais apoiadas incluem o acolhimento de refugiados ucranianos (80%), o apoio financeiro e humanitário (75%) e a manutenção de sanções contra a Rússia (70%). Além disso, 57% dos cidadãos europeus apoiam a candidatura da Ucrânia à União Europeia, enquanto 56% concordam com o financiamento da UE para a compra de equipamento militar.
Por outro lado, quando questionados sobre as prioridades de investimento do orçamento da União, os cidadãos europeus colocam o emprego, os assuntos sociais e a saúde pública em primeiro lugar, com 41% a preferirem estas áreas em detrimento da segurança e defesa.
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Fonte: ECO





