O sistema Volta, que permite a devolução de embalagens como garrafas e latas em troca de um valor de 10 cêntimos, está em funcionamento desde 10 de abril. Este domingo marca um mês desde o início da operação, e a SDR Portugal, entidade responsável pelo sistema, anunciou que o número de máquinas disponíveis no país aumentará de 2.500 para 3.000 nas próximas semanas.
A SDR Portugal afirmou que a implementação do sistema Volta está a decorrer conforme o previsto, com uma distribuição tranquila das máquinas. Algumas estão ainda em fase de instalação e testes técnicos, mas a previsão é que a rede de pontos automáticos chegue rapidamente ao número anunciado. “Esta é uma fase de adaptação para todos, cidadãos e agentes económicos, e de estabilização operacional”, sublinha a entidade.
Apesar de a SDR Portugal não ter partilhado dados sobre a quantidade de embalagens recolhidas até agora, indicou que os resultados serão divulgados numa fase mais avançada, quando o sistema estiver plenamente estabilizado. O período de transição, que se estende até 9 de agosto, permite que coexistam no mercado embalagens com e sem o símbolo Volta, enquanto os produtos antigos são gradualmente substituídos.
Recentemente, o sistema Volta foi alvo de críticas por ter reduzido as metas de recolha para este ano de 70% para 40%. A SDR Portugal justificou esta alteração como uma adaptação ao tempo de operação do sistema, que não começou no início do ano. Durante este período de transição, nem todas as embalagens poderão ser devolvidas, e os consumidores não serão cobrados pelo depósito nas embalagens que não estão adaptadas ao novo sistema.
Ana Rita Cruz, diretora de Sustentabilidade Bem-Estar da Auchan Retail, referiu que as equipas de loja têm dado feedback positivo sobre a implementação do sistema Volta, apesar de reconhecerem alguns desafios normais de arranque. “Houve necessidade de adaptação operacional e esclarecimento contínuo aos consumidores, mas sem situações críticas”, afirmou.
A Auchan Retail Portugal já realizou 5.000 horas de formação para os colaboradores, abrangendo desde o funcionamento do sistema Volta até ao atendimento ao cliente. “Esse trabalho foi fundamental para garantir uma resposta eficaz logo desde o primeiro dia”, conclui Ana Rita Cruz. O objetivo é garantir que o sistema se consolide gradualmente, promovendo a economia circular e aumentando as taxas de recolha seletiva em Portugal.
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Fonte: ECO





