A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recentemente orientações para a gestão de potenciais casos suspeitos de Hantavírus, enfatizando que o risco para a população em Portugal permanece “muito baixo”. Assim, não há necessidade de implementar medidas preventivas a nível nacional.
As orientações visam auxiliar os profissionais de saúde na gestão de eventuais contactos relacionados com o surto de Hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius. Este cruzeiro, que partiu do sul da Argentina no início de abril, já registou sete casos confirmados de infeção, dos quais três resultaram em morte. A DGS esclareceu que não há alterações na avaliação do risco, reforçando que a situação em Portugal é controlada.
Um caso suspeito de Hantavírus é definido como qualquer pessoa que tenha viajado em um meio de transporte onde tenha ocorrido um caso confirmado ou provável de infeção. Isso inclui passageiros ou membros da tripulação do MV Hondius que apresentem febre aguda e outros sintomas como dores musculares, calafrios, dor de cabeça ou sintomas gastrointestinais. Por outro lado, um caso provável é aquele que apresenta sinais e sintomas associados e uma ligação epidemiológica a um caso confirmado.
A DGS também especifica que um “contacto” é uma pessoa que esteve exposta a um caso confirmado ou provável de Hantavírus durante o período de transmissibilidade. As orientações foram elaboradas em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC). O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) deve ser acionado para assegurar o transporte de casos suspeitos para hospitais de referência.
Os hospitais designados para o tratamento de casos de Hantavírus incluem a Unidade Local de Saúde (ULS) São José e a ULS São João, que atendem tanto adultos como crianças. A DGS reitera que o Hantavírus é geralmente transmitido por roedores infetados, sendo a variante detectada no MV Hondius, o Hantavírus Andes, uma forma rara que pode ser transmitida de pessoa para pessoa.
Os sintomas iniciais da infeção são semelhantes aos da gripe, incluindo tosse, fadiga e dores de cabeça. A OMS assegura que o risco deste surto para a população em geral é baixo, tranquilizando assim a população portuguesa.
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Fonte: ECO





