A União Europeia (UE) decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o seu território. Esta medida, que entra em vigor a partir de 3 de setembro, resulta do incumprimento das normas europeias relacionadas com o uso de antimicrobianos na pecuária.
A porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou que a exclusão do Brasil significa que o país não poderá mais exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves de capoeira, ovos, produtos de aquicultura, mel e invólucros. Esta decisão é um reflexo da necessidade de garantir que todos os países que exportam para a UE cumpram rigorosamente as regras estabelecidas em relação ao uso de antimicrobianos.
Para que o Brasil possa ser reintegrado na lista de países autorizados a exportar para a UE, será necessário que demonstre conformidade com as exigências da União no que diz respeito à utilização de antimicrobianos ao longo de todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia tem estado em contacto com as autoridades brasileiras para discutir esta questão e encontrar soluções.
Eva Hrncirova sublinhou que a UE proíbe o uso de antimicrobianos para promover o crescimento animal ou aumentar a produtividade na pecuária, bem como a utilização de antibióticos e outros medicamentos que são reservados para o tratamento de infeções humanas. Esta abordagem faz parte da agenda “Uma Só Saúde” da UE, que visa combater a resistência antimicrobiana e que já está em vigor para os produtores europeus desde 2022.
Além do Brasil, a lista atualizada da UE inclui agora 21 novos países, enquanto outros cinco foram autorizados a exportar mercadorias adicionais. Os países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, que assinaram um acordo comercial com a UE, mantêm-se na lista de autorizados.
As regras da UE são frequentemente revistas para incluir novos países que cumpram as normas ou para excluir aqueles que não o fazem. Esta decisão sobre as importações do Brasil é um exemplo claro da importância que a União Europeia atribui à segurança alimentar e à saúde pública.
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Fonte: Sapo





