Salários dos CEO em Portugal: 53 vezes mais que os trabalhadores

Uma recente análise aos salários dos CEO das empresas do índice PSI da Bolsa de Lisboa revela uma disparidade alarmante nas remunerações. De acordo com os relatórios de remuneração enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os líderes executivos ganham, em média, 53 vezes mais do que os seus trabalhadores. No total, as remunerações dos CEO das 15 empresas analisadas ascenderam a 23,4 milhões de euros no ano passado.

Pedro Soares dos Santos, à frente da Jerónimo Martins, destacou-se como o gestor mais bem pago, recebendo cinco milhões de euros brutos em 2025. Para se ter uma ideia da discrepância, para igualar o que o CEO do Pingo Doce recebeu em um ano, seriam necessários os salários anuais de 226 trabalhadores da empresa. Esta diferença acentuada levanta questões sobre a equidade salarial nas empresas cotadas em Portugal.

Além da análise dos salários dos CEO, o Banco de Portugal (BdP) está a preparar uma alteração nas regras de acesso ao crédito à habitação. A medida, que será apresentada aos bancos na próxima semana, visa conter a crescente procura por crédito, que se aproxima dos níveis recorde de 2006 e 2007. O BdP propõe reduzir a taxa de esforço máxima, atualmente fixada em 50%, que determina o peso dos encargos mensais com dívidas no rendimento líquido dos clientes. Com a nova regra, a taxa poderá ser reduzida em 5 a 10 pontos percentuais, o que poderá excluir muitos clientes do acesso a novos créditos.

Por outro lado, a Indaqua, empresa de águas, está a ser avaliada em 1,3 mil milhões de euros. O fundo francês Antin Infrastructure Partners, assessorados pelo Société Générale e Citi, selecionou potenciais compradores, entre os quais a Manila Water e a Igneo Infrastructure Partners. Esta última já é acionista maioritária da Finerge e tem investido em infraestruturas em Portugal.

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No setor da aviação, a Azores Airlines está a atrair o interesse de investidores, incluindo a ALM Investment Holding, que propôs 17 milhões de euros por 85% da companhia. O empresário António Moreira comprometeu-se a investir até 500 milhões de euros após uma reestruturação da dívida da empresa.

Por fim, novas regras do Governo podem impedir mais de 2.000 médicos que saíram do SNS de prestarem serviços como tarefeiros. As novas incompatibilidades, que afetam médicos que se desvincularam do SNS nos últimos dois anos, levantam preocupações sobre a capacidade do sistema de saúde em responder às necessidades, especialmente em hospitais do interior.

Leia também: O impacto das novas regras de crédito na habitação.

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Fonte: ECO

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