Seguros de saúde poupam quase 2 mil milhões ao SNS em 2023

Um estudo recente da EY-Parthenon, solicitado pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), revela que os seguros de saúde contribuíram para uma poupança anual de cerca de 1.945 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2023. Este valor resulta da transferência de procedimentos para o setor privado, que, no ano passado, realizou mais de 9 milhões de atos médicos, aliviando assim a pressão sobre o sistema público.

Hermano Rodrigues, Principal na EY-Parthenon, sublinha a importância de simplificar a experiência dos segurados. “É fundamental que os preços e coberturas sejam claros, e que a informação sobre benefícios e procedimentos seja transparente”, afirma. O relatório, intitulado “As Segundas Coberturas de Saúde em Portugal e o seu Impacto no Sistema Nacional de Saúde”, aponta que, considerando a despesa do SNS de aproximadamente 14,5 mil milhões de euros em 2023, as segundas coberturas de saúde permitiram poupanças significativas.

Dos 1.945 milhões de euros poupados, 846 milhões correspondem a cirurgias, 688 milhões a consultas, 234 milhões a Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), 143 milhões a urgências, 13 milhões a partos e 21 milhões a outros atos médicos. Rui Faustino, também da EY-Parthenon, destaca que “as segundas coberturas estão a gerar uma poupança muito relevante para o SNS, próxima dos dois mil milhões de euros por ano”.

José Galamba de Oliveira, presidente da APS, refere que o aumento da procura por seguros de saúde reflete uma mudança nas expectativas dos cidadãos, que buscam maior previsibilidade e controlo sobre o seu percurso clínico. Ele defende a necessidade de um enquadramento de políticas públicas que reconheça o papel complementar dos seguros de saúde, promovendo condições equilibradas e contribuindo para a sustentabilidade do sistema.

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Para reduzir os tempos de espera e aliviar a pressão sobre o SNS, o estudo sugere várias recomendações, incluindo a criação de plataformas digitais interoperáveis, a adoção de protocolos clínicos comuns e o desenvolvimento de um tratamento fiscal ajustado que elimine a discriminação entre os sistemas público e privado.

“Melhorar a perceção das segundas coberturas é essencial. Isso implica tornar a experiência do segurado mais simples, com preços e coberturas claros e informação acessível”, conclui Hermano Rodrigues. Leia também: A importância da saúde preventiva em Portugal.

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Fonte: ECO

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