Nuno Melo reafirma CDS-PP como partido independente do PSD

No encerramento do 32.º Congresso do CDS-PP, Nuno Melo, reeleito para o terceiro mandato, rejeitou a ideia de que o partido seja uma “muleta” do PSD. O líder centrista sublinhou que o CDS-PP não faz parte da Aliança Democrática (AD) por favor, mas sim por um compromisso sério e pelo seu próprio valor. “A AD é um património comum e nós contribuímos com trabalho, ideias, recursos, pessoas e votos”, afirmou Melo, dirigindo-se aos dirigentes do PSD presentes em Alcobaça.

Melo enfatizou que a coligação é um caminho que pertence tanto ao PSD como ao CDS-PP, destacando a necessidade de uma relação de respeito mútuo entre os dois partidos. “O CDS-PP não é uma tendência, não se funde e não se dilui. É um património fundamental da democracia em Portugal”, disse, referindo-se a comentários de ex-dirigentes que sugeriram uma fusão entre os partidos.

O líder centrista também salientou que o CDS-PP é relevante, tanto quando concorre sozinho como em coligação. “As vitórias da AD foram do PSD, mas também do CDS-PP. A AD é uma forma que soma além dos partidos”, declarou, lembrando que a coligação nunca perdeu em eleições legislativas.

Melo, que se considera o “braço lúcido da direita em Portugal”, afirmou que o CDS-PP “nasceu à prova de bala” e que continuará a fazer sentido em 2026, tal como em 1974. O novo mandato de dois anos é visto como uma oportunidade para o partido “criar músculo” e enfrentar os desafios futuros.

O presidente do CDS-PP também criticou o Chega, acusando-o de ser “o melhor aliado da esquerda” e considerando a sua proposta de descida da idade da reforma um “disparate”. Nuno Melo foi reeleito com 89,7% dos votos, enquanto o seu opositor, Nuno Correia da Silva, obteve apenas oito votos.

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O tema da coligação com o PSD dominou as discussões do congresso, especialmente após uma moção da Juventude Popular que defendia que o CDS-PP deveria preparar-se para concorrer sozinho. Manuel Monteiro, ex-líder do partido, também fez eco desta ideia, afirmando que os partidos devem estar sempre prontos para ir a votos em listas próprias, mesmo enquanto mantêm a lealdade a um parceiro de coligação.

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Fonte: Sapo

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