ONU expressa preocupação após ataque a central nuclear nos EAU

A Agência Internacional da Energia Atómica (AEIA) manifestou, através do seu diretor-geral Rafael Grossi, uma “profunda preocupação” em relação a um ataque de drone ocorrido nas proximidades da central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos. Grossi destacou que “toda a atividade militar que ameace a segurança nuclear é inaceitável”, numa publicação na rede social X.

Os Emirados Árabes Unidos informaram que o ataque provocou um incêndio num gerador que alimenta a central, localizada na região de al-Dhafra. Apesar do incidente, as autoridades asseguraram que “os níveis de radiação na central nuclear de Barakah permanecem normais” e que não houve registo de feridos.

O Centro de Emergência de Abu Dhabi, que divulgou um alerta nas redes sociais, não especificou a origem do drone. O Irão, que tem estado envolvido em confrontos na região, não comentou o incidente, embora tenha sido mencionado como um potencial responsável por ataques a alvos com presença militar norte-americana.

Os serviços de emergência dos Emirados reafirmaram que “não houve feridos nem impacto nos níveis de segurança radiológica”. A Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos EAU confirmou que o incêndio não afetou a segurança da central nem o funcionamento dos sistemas essenciais, com todas as unidades a operar normalmente.

O Governo dos Emirados, por sua vez, declarou que “todas as medidas” tomadas em resposta à situação com o Irão são consideradas “ações defensivas”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU, que tem enfrentado a agressão iraniana, sublinhou que tais medidas visam “proteger a soberania, os civis e as infraestruturas vitais”, em conformidade com o direito legítimo do país de garantir a sua segurança nacional.

Este incidente surge num contexto de tensões crescentes na região, especialmente após uma reportagem do Wall Street Journal que revelou que os Emirados têm realizado ataques secretos contra o Irão, incluindo um que atingiu uma refinaria de petróleo em abril. A segurança nuclear continua a ser uma preocupação central, dado o potencial impacto de conflitos na região sobre as infraestruturas críticas.

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Fonte: Sapo

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