Um recente estudo revela que mais de metade dos portugueses, precisamente 52%, considera a possibilidade de continuar a trabalhar após a idade legal de reforma. Este dado faz parte do Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em colaboração com o Doutor Finanças. A pesquisa mostra uma relação ambivalente com a reforma, onde muitos portugueses preferem sair do mercado de trabalho antes dos 65 anos, mas sentem a necessidade de prolongar a sua atividade profissional, seja a tempo inteiro ou parcial.
Entre os inquiridos, 26% manifestam a intenção de trabalhar a tempo inteiro após a reforma, enquanto outros 26% optam por uma atividade a tempo parcial. Em contrapartida, 41% acredita que não será necessário estender a sua vida ativa, e 8% não têm uma opinião definida sobre o assunto. Estes resultados refletem diferentes expectativas em relação à capacidade financeira durante a reforma e ao papel do trabalho nesta fase da vida.
A maioria dos portugueses gostaria de deixar o mercado de trabalho antes dos 65 anos. Cerca de 36% dos inquiridos apontam uma idade inferior a 60 anos como ideal para a reforma, enquanto 37% preferem a faixa etária entre os 60 e os 65 anos. Apesar deste desejo, 44% dos participantes estão dispostos a permanecer ativos mesmo após a idade legal de reforma. Além disso, 33% admite a possibilidade de antecipar a saída do mercado de trabalho, desde que a penalização na pensão não exceda os 10%.
A decisão de trabalhar após a reforma também parece estar relacionada com o nível de escolaridade. Os inquiridos com menos anos de formação são os que mais frequentemente consideram a possibilidade de se reformar após a idade legal, com 59% entre aqueles que não completaram o 3.º ciclo. Para os que possuem ensino secundário, a percentagem é de 51%. Por outro lado, os participantes com ensino superior mostram-se mais abertos a antecipar a reforma, mesmo que isso implique penalizações mais elevadas na pensão.
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Este inquérito foi realizado entre 25 de fevereiro e 12 de março de 2026, com uma amostra aleatória de 700 inquiridos, representando indivíduos com 18 anos ou mais residentes em Portugal. A taxa de resposta foi de 15%, e a margem de erro associada é de 4%, com um nível de confiança de 95%.
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Fonte: Doutor Finanças





