Portugal reforça parcerias energéticas em tempos de crise

Portugal está a intensificar a sua diplomacia energética numa altura em que o mundo enfrenta a maior crise energética da sua história. Com o objetivo de assegurar o fornecimento de energia, o país planeia visitar parceiros estratégicos como o Brasil, a Nigéria e a Argélia, que são fundamentais para o abastecimento de petróleo, gás e combustíveis. Esta missão envolve percorrer mais de 24 mil quilómetros, o que equivale a mais de meia volta ao mundo.

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinha a importância de manter relações estáveis com os fornecedores. “Temos tido ao longo dos anos fornecedores muito estáveis e confiáveis. Queremos garantir que vamos continuar a ter o abastecimento necessário para que não haja alterações na vida do nosso país”, afirmou ao Jornal Económico.

O Brasil destaca-se como o maior fornecedor de petróleo a Portugal, representando 44% do abastecimento total. Seguem-se a Argélia com 18%, os Estados Unidos com 10% e a Nigéria com 8%, de acordo com dados de 2024 da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). No que diz respeito ao gás, a Nigéria é responsável por 48% do consumo nacional, seguida pelos EUA com 38%.

A ministra enfatiza que a relação entre os governos é crucial, especialmente em tempos de incerteza. “Se as questões do conflito no Médio Oriente não abrandarem, será uma questão crítica. É fundamental ter fornecedores que garantam apoio em qualquer circunstância”, destacou.

Embora os contratos de fornecimento sejam estabelecidos com empresas privadas, o Governo português considera essencial estar atento a esta questão, especialmente em momentos de crise. Em abril, o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, assegurou que o país está disposto a ajudar Portugal no abastecimento de energia, se necessário.

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As visitas programadas entre os ministros de Energia de Portugal e do Brasil visam fortalecer estas relações. A ministra portuguesa viajará ao Brasil na última semana de julho, enquanto o ministro brasileiro regressará a Portugal a 1 de junho. Em relação à Argélia, a ministra revelou que têm havido contactos positivos com o embaixador e que o secretário de Estado do Ambiente visitará o país esta semana.

Maria da Graça Carvalho também planeia deslocar-se à Nigéria em julho para reforçar as relações com os fornecedores. “É importante ter um contacto mais direto com estes líderes”, afirmou, sublinhando a necessidade de relações pessoais entre os ministros.

A ministra expressou gratidão ao governo brasileiro, destacando que, além da relação comercial, existe agora uma relação de ajuda, especialmente numa altura em que outros países enfrentam dificuldades no abastecimento. “Temos de manter esta boa relação com o Brasil”, defendeu.

A história recente mostra que, em 2022, durante a crise energética provocada pela invasão da Ucrânia, o então secretário de Estado da Energia deslocou-se à Nigéria para garantir o cumprimento dos contratos. A ministra atual reitera a importância de manter relações estáveis, uma vez que “todos nos dizem que somos um parceiro preferencial devido às ligações históricas e políticas”.

Portugal, antes da guerra, dependia em grande parte do Golfo Pérsico para o seu abastecimento de jet fuel, mas atualmente a Galp garante que produz 80% do que o país necessita. No caso do gasóleo, 85% das importações provêm de Espanha, mas a produção nacional cobre a maior parte do consumo.

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Fonte: Sapo

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