A Infraestruturas de Portugal (IP) tem uma nova administração, com Duarte Pitta Ferraz a assumir o cargo de chairman e Paulo Carmona como presidente executivo. Esta nova liderança vai estar à frente da empresa durante o próximo mandato, com a expectativa de implementar um ambicioso plano de investimentos, especialmente na área da ferrovia.
Duarte Pitta Ferraz, sócio da consultora Ivens Advisores e professor universitário, já fazia parte da administração da IP como vogal do Conselho Geral e de Supervisão (CGS). Com a sua nomeação para chairman, ele deixa de integrar a Comissão para as Matérias Financeiras. A estrutura da administração da Infraestruturas de Portugal é dualista, dividindo-se entre um Conselho de Administração Executivo e um CGS, que supervisiona as atividades e garante o alinhamento estratégico com os interesses dos acionistas.
Paulo Carmona, que foi noticiado como o novo CEO pelo Eco, traz uma vasta experiência na área da energia e geologia, tendo liderado a Direção Geral de Energia e Geologia. Anteriormente, Carmona foi CEO da Prio e presidiu à Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis. A sua formação inclui uma licenciatura em Administração e Gestão de Empresas, bem como um Mestrado em Filosofia do Conhecimento.
A nova administração da Infraestruturas de Portugal deverá iniciar funções ainda em maio, sucedendo a Miguel Cruz, cujo mandato se prolongou até à eleição dos novos membros. A liderança de Pitta Ferraz e Carmona coincide com a necessidade de avançar com projetos significativos, como a linha de Alta Velocidade entre Porto e Lisboa, além das ligações Porto-Vigo e Lisboa-Madrid. Este último projeto inclui a Terceira Travessia do Tejo, essencial para as acessibilidades ao novo aeroporto de Lisboa.
Além da alta velocidade, a Infraestruturas de Portugal está também focada na conclusão de investimentos previstos no Plano Ferroviário Nacional. No que diz respeito à rodovia, a empresa foi encarregada pelo Governo de desenvolver um plano abrangente para projetos rodoviários prioritários, com investimentos apoiados pelo PRR a serem realizados a curto e médio prazo. Este plano inclui a reparação de infraestruturas danificadas pelas tempestades ocorridas em janeiro e fevereiro.
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Infraestruturas de Portugal Nota: análise relacionada com Infraestruturas de Portugal.
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Fonte: ECO





