Alterações à Lei da Nacionalidade afetam investimento americano

As recentes alterações à Lei da Nacionalidade em Portugal têm gerado preocupações entre investidores norte-americanos, conforme revela Filipa Pinto Carvalho, cofundadora da RedBridge Lisbon, numa entrevista à Lusa. Esta plataforma, que conecta empreendedores e investidores entre Portugal e os Estados Unidos, tem vindo a notar um impacto nas decisões de investimento devido às novas regras.

Os investidores dos EUA foram atraídos para Portugal por iniciativas como o “golden visa” e o regime de Residente Não Habitual (RNH). Filipa Pinto Carvalho sublinha que, apesar das incertezas geradas pela nova legislação, o interesse em investir em startups portuguesas tem vindo a crescer. “Vejo mais americanos dispostos a investir em startups aqui do que há alguns anos”, afirma, mostrando-se otimista sobre a continuidade desta tendência.

No entanto, as alterações à Lei da Nacionalidade introduziram um aumento no tempo necessário para obter a nacionalidade, passando de cinco para dez anos. Esta mudança gerou frustração entre os investidores, que sentem que houve uma quebra do contrato implícito com o Estado português. “A sensação é de insegurança e isso tem travado algumas decisões de investimento”, explica Filipa Pinto Carvalho.

O Governo português, por sua vez, defende que o regime de nacionalidade nunca teve como objetivo garantir a cidadania automática aos investidores. Em resposta às críticas, uma fonte oficial do Executivo esclarece que “o Estado português legislou sobre autorizações de residência para investimento, não sobre garantias automáticas de nacionalidade”. Esta posição visa separar as expectativas comerciais criadas no mercado da realidade da legislação em vigor.

Filipa Pinto Carvalho destaca ainda o que torna Portugal atraente para os investidores da Califórnia. “Há um equilíbrio entre a procura de um estilo de vida diferente e a continuidade de negócios a partir de um local central”, afirma. Além disso, a energia do ecossistema de startups em Portugal é frequentemente comparada ao que era o Silicon Valley há 30 anos, o que atrai ainda mais investidores.

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A RedBridge tem vindo a crescer e já facilitou investimentos entre investidores americanos e projetos portugueses. Filipa Pinto Carvalho refere que a plataforma nasceu para aproximar Lisboa e Silicon Valley e que a tendência de norte-americanos a virem para Portugal não diminuiu.

No próximo evento anual em São Francisco, a RedBridge contará com a colaboração de várias entidades e apresentará detalhes sobre como os fundadores podem escalar os seus negócios para os EUA. “Estamos entusiasmados com as oportunidades que se avizinham”, conclui Filipa Pinto Carvalho.

Leia também: O que muda com a nova Lei da Nacionalidade.

Lei da Nacionalidade Lei da Nacionalidade Nota: análise relacionada com Lei da Nacionalidade.

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Fonte: ECO

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