As eleições na Colômbia e no Peru estão a gerar grande expectativa, com cerca de 27,3 milhões de peruanos e 41,5 milhões de colombianos a prepararem-se para escolher os seus próximos presidentes. A clivagem entre a esquerda e a direita é um tema central nesta batalha política, refletindo um subcontinente que, historicamente, vive em ciclos de hegemonia política. Neste momento, a direita parece estar em ascensão, com um registo favorável de dez vitórias à direita contra nove à esquerda em vários países da América Latina.
No Peru, a primeira volta das eleições decorreu a 12 de abril, com um total de 35 candidatos à presidência. A segunda volta está agendada para 7 de junho e será disputada entre Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e Roberto Suarez, um candidato social-democrata. Keiko Fujimori, que obteve 17,2% dos votos, é vista como a favorita, concentrando os votos da ‘não-esquerda’. Esta é a quarta vez que a candidata se propõe a governar o país, tendo já concorrido em 2011, 2016 e 2021. A sua agenda foca-se na luta contra a corrupção e na estabilização política, numa tentativa de devolver à família Fujimori um papel de destaque no governo peruano.
Por outro lado, a esquerda espera que a tradicional rejeição a Keiko Fujimori se mantenha, uma vez que, em eleições anteriores, mesmo quando chegou à segunda volta, acabou por perder. A expectativa é que a fragmentação do voto e a falta de garantias de boa governabilidade dos candidatos opositores possam influenciar o resultado.
Na Colômbia, as eleições estão marcadas para 31 de maio, com uma segunda volta prevista para 21 de junho. O país enfrenta um clima de violência, com mais de 26 atentados ocorridos nas últimas semanas, o que levanta preocupações sobre a estabilidade política. Ivan Cepeda, do Pacto Histórico e apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, surge como um dos principais candidatos, com intenções de voto que variam entre 38% e 45%. Contudo, a soma dos votos dos candidatos da extrema-direita, como Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, pode complicar a sua vitória, levando a uma possível segunda volta.
Enquanto isso, no Brasil, as atenções estão voltadas para o mundial de futebol, com as eleições presidenciais agendadas para 4 de outubro. Lula da Silva, que tentará a reeleição, enfrenta um cenário complicado, especialmente em comparação com o seu primeiro mandato. A clivagem entre direita e esquerda continua a ser uma realidade, com o clã Bolsonaro a manter-se ativo na corrida eleitoral.
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Fonte: Sapo





