O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que o país está em negociações com a fabricante sueca Saab para a aquisição das aeronaves de alerta aéreo antecipado GlobalEye. Esta iniciativa surge num contexto em que o Canadá procura diversificar as suas parcerias no setor da defesa, especialmente no âmbito do desenvolvimento de um novo caça de sexta geração em colaboração com o Reino Unido, Itália e Japão.
Durante a feira mundial de defesa e segurança CANSEC, realizada em Ottawa, Carney destacou a importância do GlobalEye para as Forças Armadas canadenses. “Com um conjunto de sensores avançados e sistemas de missão, o GlobalEye será um recurso fundamental para detetar e neutralizar ameaças em todo o Ártico”, afirmou.
A Força Aérea do Canadá planeia adquirir até seis aeronaves GlobalEye, que serão utilizadas tanto em operações no território nacional como em missões internacionais. A urgência desta compra é impulsionada pela crescente preocupação com a vigilância no Ártico, uma região estratégica para o país. Carney sublinhou que esta aquisição não só fortalece a autonomia estratégica do Canadá, mas também cria empregos e reforça a posição do país como um líder global no setor da defesa.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristerson, também comentou a negociação, afirmando que o GlobalEye já está a gerar empregos no Canadá e a colaborar com a cadeia de fornecedores canadiana. “Esta decisão liga ainda mais as duas nações”, disse Kristerson numa publicação na rede social X.
As aeronaves GlobalEye são capazes de detetar e identificar objetos a longas distâncias, tanto no ar como no mar e em terra. Com uma autonomia superior a 12 horas e um alcance de mais de 350 milhas náuticas (aproximadamente 650 quilómetros), estas aeronaves representam um avanço significativo na capacidade de vigilância do Canadá.
Além da proposta de venda do GlobalEye, a Saab também incluiu na sua oferta o modelo mais recente dos caças Gripen-E, prometendo transferir tecnologia para que a produção possa ser realizada localmente. Esta proposta surge num momento em que o Canadá estava a considerar a compra de 88 caças F-35 à Lockheed Martin. No entanto, devido a tarifas impostas pelos EUA, Carney pediu uma revisão das encomendas, o que abriu espaço para considerar alternativas como as aeronaves da Saab.
A Saab é uma das empresas que está a competir para fornecer caças a Portugal, que procura renovar a sua frota de F-16 em fim de vida. A fabricante sueca já manifestou interesse em incluir fornecedores nacionais na sua cadeia de fornecimento, o que poderá fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
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Fonte: ECO





