A dívida de Angola para com a China, que era o maior credor do país até ao ano passado, registou uma significativa redução, passando para 12,9 mil milhões de dólares, o que equivale a cerca de 11,09 mil milhões de euros. Esta atualização foi divulgada pelo Embaixador chinês em Luanda, Zhang Bin, que também indicou que a dívida externa a Pequim, que em 2024 representava cerca de 40% da totalidade da dívida externa angolana, deverá cair ainda mais, podendo chegar a 11 mil milhões de dólares.
Durante uma conferência de imprensa, transmitida pela Angop – Agência Angola Press, o diplomata destacou que esta diminuição da dívida de Angola resulta do “esforço contínuo de Angola em amortizar o passivo e renegociar os termos de pagamento”. Este processo permitiu a libertação de receitas que anteriormente estavam retidas em contas de garantia.
É importante recordar que a dívida de Angola chegou a atingir valores próximos dos 24 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 20,63 mil milhões de euros. O Embaixador Zhang Bin afirmou que “a questão da dívida já não é um problema para as nossas relações”, referindo-se à evolução das discussões entre os dois países. Após a conclusão do empréstimo garantido pelo petróleo, Angola e China estão a explorar novas formas de financiamento e parcerias.
Em março, a ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, realizou uma visita de trabalho à China, onde a questão da dívida de Angola esteve em destaque, assim como a busca por novas fontes de financiamento e colaborações.
Além disso, o Embaixador chinês mencionou uma “ligeira descida” no volume de negócios entre os dois países, que se situou em 20,88 mil milhões de dólares, cerca de 17,95 mil milhões de euros, devido à queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
A redução da dívida de Angola é um passo positivo nas relações sino-angolanas, que continuam a evoluir, especialmente nas áreas do petróleo e gás. Leia também: O impacto da dívida externa nas economias africanas.
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Fonte: Sapo





