Menos regulamentações na defesa europeia para aumentar produção

Altos responsáveis da NATO e da União Europeia manifestaram, esta segunda-feira, a necessidade de os parlamentos nacionais reduzirem as regulamentações que estão a atrasar o desenvolvimento da indústria de defesa no continente. Durante uma intervenção na Assembleia Parlamentar da NATO, em Vilnius, a secretária-geral Adjunta da NATO, Radmila Shekerinska, apelou aos legisladores europeus para que ajudem a eliminar os obstáculos que dificultam o aumento da produção de defesa e a cooperação industrial.

Apesar do aumento dos investimentos na indústria de defesa, com a meta de destinar 5% do PIB nacional à defesa até 2035, as autoridades da NATO e da UE expressam descontentamento com o ritmo lento da produção. O comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, questionou os parlamentos nacionais sobre o motivo pelo qual as indústrias não estão a crescer, mesmo com os investimentos a aumentar. Este apelo visa responsabilizar os governos pela falta de progresso na indústria de defesa.

Atualmente, as empresas do setor enfrentam a necessidade de obter licenças específicas para movimentar equipamentos e subsistemas dentro da União Europeia. Esta burocracia pode dificultar a cooperação entre empresas e a criação de um mercado de defesa verdadeiramente independente na Europa. Kubilius destacou que a ausência de um mercado de defesa único na Europa resulta em falta de concorrência, inovações e desenvolvimento industrial.

A luta por um mercado único de defesa na União Europeia é crucial para a implementação de uma doutrina de defesa moderna a nível nacional. O comissário sublinhou que muitas aquisições são atribuídas diretamente a empresas nacionais, sem concorrência, devido à isenção de segurança nacional prevista nos tratados da UE. Esta situação limita as oportunidades de crescimento e inovação na indústria de defesa.

A pressão para simplificar as regulamentações surge num contexto em que a segurança e a defesa estão a ganhar cada vez mais relevância na agenda política europeia. A necessidade de uma resposta rápida e eficaz a ameaças externas exige uma indústria de defesa robusta e eficiente.

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Fonte: ECO

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