A família de Ana Paula, uma funcionária da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa que perdeu a vida no trágico acidente do Elevador da Glória, apresentou uma ação judicial no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa. A indemnização exigida ascende a 1.050.000 euros e é dirigida à Carris, à seguradora Fidelidade e à empresa responsável pela manutenção do elevador, a Mntc. O pedido de indemnização abrange não apenas a perda da vida de Ana Paula, mas também o sofrimento que antecedeu a sua morte, os danos morais do marido e da filha, e os rendimentos que a família deixou de receber.
Na petição, os advogados da família apontam várias falhas na aquisição, montagem, manutenção, fiscalização e controlo técnico do Elevador da Glória. Além disso, atribuem responsabilidades ao Estado pela falta de fiscalização externa. O documento sublinha que é “incompreensível e inadmissível” que a segurança de um transporte histórico, utilizado diariamente por milhares de pessoas, tenha estado exclusivamente nas mãos da entidade operadora e das empresas subcontratadas, sem supervisão ou controlo externo adequado.
A Carris, por sua vez, afirmou que “não foi citada, até ao momento, para qualquer ação desta natureza”. Contudo, dado que a ação foi apresentada na passada segunda-feira, num dos tribunais mais congestionados do país, a notificação da empresa pública pode demorar alguns dias ou até semanas. A Carris esclareceu ainda que os processos de indemnização dos 22 feridos e dos familiares das 16 vítimas mortais do acidente, ocorrido a 3 de setembro do ano passado, estão a ser geridos pela seguradora com a qual a empresa tem um contrato de seguro. Esta seguradora já está em contacto com todas as vítimas e seus familiares, tendo celebrado acordos com alguns deles.
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Elevador da Glória Elevador da Glória Elevador da Glória Nota: análise relacionada com Elevador da Glória.
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Fonte: ECO





